Juiz de Fora - MG

Novo setor de transplante de medula óssea do HU-UFJF beneficia pacientes do SUS

ter, 11/06/2019 - 16:44

Foram investidos R$ 325 mil em obras de infraestrutura e compra de equipamentos

Unidade passa a contar com cinco leitos em funcionamento para usuários do SUS

Juiz de Fora (MG) – Os pacientes do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora, vinculado à Rede Hospitalar Ebserh (HU-UFJF/Ebserh), têm à disposição um novo espaço para a realização de transplantes de medula óssea. Trata-se da enfermaria da Unidade de Hematologia e Oncologia, que foi completamente reformada e passa a contar com cinco leitos em operação. Foram investidos R$ 325 mil em obras de infraestrutura e compra de equipamentos – sendo, desse total, R$ 285 mil destinados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

Além das reformas estruturais, as intervenções contemplaram a instalação de um novo equipamento de climatização e filtragem do ar, com tecnologia específica para o ambiente hospitalar; aquisição de máquina de aférese [separadora dos componentes do sangue]; compra de medicamentos e outros equipamentos para o serviço de Transplante de Medula Óssea.

“Essa intervenção é muito importante para os usuários, pois somos o único hospital público da região que realiza esse tipo de transplante. Por isso, há uma demanda assistencial muito grande”, reflete o superintendente do HU-UFJF/Ebserh, Dimas Araújo.

O médico e responsável técnico pela área de Hematologia Clínica, Abrahão Hallack, salienta que o Hospital Universitário desempenha um papel importante para o atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). “O HU, hoje, tem condições de usar de maneira plena essa enfermaria, oferecendo tratamento para pessoas que vêm de toda a região, inclusive de outros estados”, explica.

Benefícios à população

A nova máquina de aférese substituirá o equipamento utilizado pelo hospital para a coleta de células tronco. “Isso possibilitará a manutenção do programa de transplante de medula óssea – principalmente o transplante autólogo [realizado com as células do próprio paciente]”, destaca o médico Abrahão Hallack.

De acordo com o enfermeiro oncológico do setor, Victor Pereira, o equipamento já é utilizado em grandes centros, como São Paulo, e em países como Alemanha e Espanha. “A nova máquina possui um sistema mais automatizado, tornando o processo mais dinâmico e eficiente”, exalta.

O profissional também ressalta que as melhorias proporcionam segurança para o paciente nas etapas do transplante. O sistema de filtragem de ar, por exemplo, atua no controle de temperatura e umidade. Como a imunidade em pacientes transplantados é menor, e o tempo de internação, superior, novo sistema é ainda mais essencial. “Dessa forma, reduzimos o risco de infecções respiratórias nos pacientes submetidos a transplantes, além de melhorar a qualidade do ambiente. Isso evita a presença de mofo e, consequentemente, de problemas decorrentes dessa questão”, pontua.

Fonte
Com informações do HU-UFJF
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