Bem-Estar

Ações de humanização auxiliam no tratamento de pacientes da Rede Ebserh

qua, 10/07/2019 - 16:23

Atividades possibilitam o atendimento das necessidades humanas nos seus vários segmentos

As unidades promovem ainda a comemoração de eventos festivos – Natal, Dia das Crianças e Festa Junina –, produção e distribuição de presentes para os pacientes, ensaios fotográficos e exposições das fotos, maquiagem e corte de cabelo, além de outras atividades

Brasília (DF) – “Lembro muito que minha mãe enfrentou os cangaceiros. Todo mundo fugiu com medo, mas ela não”. Aos 86 anos, dona Anatália Carneiro tem problemas de memória, mas bastou um pouco de música para ela relembrar histórias e momentos de sua juventude. A cantoria que avivou a mente da paciente, acompanhada no início apenas com um menear de cabeça ou leves batidas com os pés, logo ganhou corpo. Melhor dizendo, todo o corpo; e fez dona Anatália dançar ao som de canções de gigantes da música brasileira, como Sivuca e Luiz Gonzaga.

A terapia por meio de canções que animou do Anatália foi desenvolvida no projeto de extensão “Musicalmente”, do setor de Geriatria do Hospital Universitário Lauro Wanderley, vinculado à Rede Hospitalar Ebserh (HULW-UFPB/Ebserh). A musicoterapia é uma das muitas ações de humanização da saúde realizadas pelos hospitais da Rede Hospitalar Ebserh. As unidades promovem ainda a comemoração de eventos festivos – Natal, Dia das Crianças e Festa Junina –, produção e distribuição de presentes para os pacientes, ensaios fotográficos e exposições das fotos, maquiagem e corte de cabelo, além de outras atividades.

A musicoterapia também é utilizada no Hospital Universitário Ana Bezerra, (Huab-UFRN/Ebserh), em Santa Cruz (RN), por meio do Projeto Humanizar, uma atividade de extensão formada por residentes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que criou do Grupo Humanizarte. Além disso, o hospital instituiu um grupo de trabalho, que traçou um roteiro de atividades conforme preconizado pela Política Nacional de Humanização do Sistema Único de Saúde (SUS). As abordagens serão em relação à visita aberta e direito ao acompanhante, sistemas de escuta qualificada, desospitalização, acolhimento em função de vulnerabilidade ou risco, carta de direitos dos usuários do SUS, ambiência, valorização dos trabalhadores e brinquedoteca.

Teca“A humanização melhora, sobretudo, o vínculo do paciente com a equipe. Nessa melhora de vínculo, melhora também a adesão aos tratamentos propostos. Se tratamos o paciente com humanização, envolvemos outros aspectos de saúde além do fisiológico, consideramos esse indivíduo em suas características biológicas, sociais e história de vida também”, afirma Sarah Barros, terapeuta ocupacional e chefe da Comissão de Humanização do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (Hupaa-Ufal/Ebserh), em Maceió (AL). Lá, foi criado o Território Encantado de Criança e Adolescente (Teca), uma brinquedoteca onde meninos e meninas em tratamento têm o direito de escolher o brinquedo e como brincar, podem receber irmãos, colegas e vizinhos com menos de 12 anos.

Nesses espaços infantis, simples desenhos, com cores alegres e vivas, mudam o ambiente hospitalar. É o caso da Pediatria do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC-UFC), que foi revitalizada com pinturas do artista plástico Tainá Jorge Lima Giacchino. A mamãe Juliana Pereira, que, no mês de março, acompanhou o filho Benjamim Lucas da Silva, então com apenas seis meses, disse que a pintura chamou logo a atenção do seu bebê. “Achei muito bonito! Criança gosta dessas coisas coloridas! Enquanto tomava soro, Benjamim se divertia muito com os desenhos”, comemorou. Benjamin já recebeu alta médica.

O Hospital Universitário de Lagarto (HUL-UFS) também investe em humanização da saúde. Reuniões semanais com o Grupo de Atenção à Saúde do Acompanhante Hospitalar, conduzido por terapeutas ocupacionais e residentes, têm a colaboração de profissionais da equipe multiprofissional do hospital. “O grupo resulta num espaço de fala e escuta, reflexão, expressão e interação social, tendo os participantes a oportunidade de trocar experiências e de compartilhar estratégias de superação de dificuldades para lidar com um cotidiano modificado”, pontua Rahime Sarquis, terapeuta ocupacional, residente do Programa de Residência Hospitalar Multiprofissional.

Há ainda a questão espiritual, em que estudos confirmam a positividade e a importância das orações em momentos difíceis da vida, pois são capazes de produzir fé e aumentar a confiança, diminuindo o estresse e as preocupações. Por isso, a oferta de espaços ecumênicos auxilia no tratamento e ameniza o sofrimento de pacientes e familiares.  “O processo de internação é, em sua maioria, sofrido, tanto para o paciente, quanto para a família. Por isso, a oferta de um espaço específico para a oração, reflexão e silêncio é muito importante”, afirmou Ângela Merice, superintendente do Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar) que possui esse espaço destinado para toda a comunidade hospitalar.

Sobre a Rede Hospitalar Ebserh

Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.

Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas. Devido a essa natureza educacional, os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.

Fonte
Coordenadoria de Comunicação Social
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