Notícias Notícias

Voltar

HC-UFG oferece à comunidade atendimento com o método de Constelações Familiares

CONSTELAÇÕES FAMILIARES

HC-UFG oferece à comunidade atendimento com o método de Constelações Familiares

Grupo é aberto aos pacientes com dor pélvica crônica e às pessoas da comunidade com conflitos familiares. Confira também as datas dos encontros do Grupo de Constelação Familiar em 2017.

O Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (UFG), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) realiza, mensalmente, o Grupo de Constelações Familiares. Esse trabalho é resultado da atividade de extensão do HC e os encontros são realizados no segundo sábado de cada mês, das 8h às 13h, no Auditório da Faculdade de Educação da UFG, localizado na rua 235, no Setor Leste Universitário.

Esse Grupo foi criado em maio de 2006, destinado a ajudar as pacientes com dor pélvica crônica em tratamento no Ambulatório de Ginecologia do HC. No primeiro Grupo, estavam presentes apenas nove pessoas. Desde então, acontecem encontros mensais, no segundo sábado do mês. Atualmente, as Constelações Familiares estão reunindo, em média, 150 participantes a cada encontro. Em 2016, o projeto atendeu um total de 1.763 pessoas.

A constelação familiar é uma abordagem desenvolvida por um alemão, chamado Bert Hellinger, e tem por objetivo ajudar as pessoas a se reconciliarem com as suas culpas e com os seus destinos. Além disso, esse método busca aproximar os constelados de importantes pessoas da família com as quais não possuem nenhum relacionamento ou contam com vivências conflituosas.

O Grupo de Constelações Familiares do HC foi idealizado e é conduzido pelo professor e médico ginecologista José Miguel de Deus, gerente de ensino e pesquisa e coordenador do ambulatório de dor pélvica do HC-UFG/Ebserh, e pela médica anestesiologista Vânia Meira e Siqueira Campos, atualmente aluna de mestrado da UFG. Participam ainda do projeto quatro alunos de graduação em medicina da UFG. Há oportunidades para graduandos de várias instituições universitárias e de várias áreas, nas quais a constelação familiar vem tendo destaque, para conhecer o processo de perto, tais como: medicina, psicologia, pedagogia, administração, direito, serviço social, musicoterapia e enfermagem.

É importante que se compreenda que a constelação familiar não substitui a terapia médica e/ou psicológica. O método deve ser concebido como um recurso adicional para a melhoria da qualidade de vida das pessoas consteladas. “Para os casais, esse método pode contribuir com o ‘amor à segunda vista’, pois a constelação, muitas vezes, possibilita uma nova chance. De qualquer modo, quando não é mais possível manter o relacionamento, a abordagem contribui para que o casal possa se despedir e seguir suas vidas em paz”, comenta a médica e consteladora Vânia.

Vânia afirma ainda que “a constelação busca trazer à consciência o que se encontra em um pano de fundo, mas que interfere na vida das pessoas. O que surge na constelação encontra-se na consciência emocional de cada um e está diretamente relacionada com a capacidade de lidar com os sentimentos e dores advindos desse processo”. 

Segundo José Miguel “a constelação familiar trabalha com representantes para elementos consanguíneos, vítimas e/ou algozes da família e também com a hierarquia nas relações familiares. O sistema familiar não permite exclusões, por isso ninguém possui o direito de excluir uma pessoa desse sistema. No entanto, quando isso acontece coloca-se em risco os relacionamentos. A pessoa constelada pode levar alguns dias ou até dois anos para visualizar os efeitos da constelação em suas vidas”.

“É uma energia diferente, uma conexão que a gente faz com o campo, sem fantasia, sem misticismo. É um processo muito dinâmico, muito profundo. Todo mundo está à procura da felicidade, da realização. A busca que fazemos internamente é intensa e a constelação faz a pessoa saltar, de verdade”, afirma a participante do Grupo, Maria Luiza Cardoso de Oliveira. “Eu sabia, eu senti que iria representar. Senti essa energia”, comenta Valmira de Oliveira, também participante do Grupo.

Um dos princípios do trabalho de constelação familiar (uma das ordens do amor, segundo Bert Hellinger, 1998 e 2004) é o equilíbrio entre o dar e o receber, por isso sugere-se, aos participantes do Grupo, que façam a doação de 2 quilos ou litros de alimentos não perecíveis, como arroz, feijão, óleo, macarrão, açúcar, leite, entre outros. As cestas básicas são montadas no intervalo do encontro e distribuídas, para pessoas que necessitam da contribuição, pelos próprios doadores.

 

Datas dos encontros a serem realizados nos próximos meses de 2017:

Julho – 08/07 

Agosto – 12/08

Setembro – 09/09

Outubro – 14/10

Novembro – 11/11

Dezembro – 09/12

 

Sobre Bert Hellinger

A constelação familiar foi criada pelo alemão Bert Hellinger. Nascido em 1925, Hellinger é formado em Filosofia, Teologia e Pedagogia. Trabalhou por 16 anos como membro de uma ordem missionária católica entre os zulus na África do Sul.

Em 1999, Hellinger publicou a obra “O essencial é simples”, na qual relatou 63 casos de terapias breves em pacientes com os mais diversos sintomas e/ou doenças crônicas graves nos cinco anos que antecederam essa publicação. Em 2004, essa obra foi traduzida e publicada no Brasil. A finalidade de tais terapias não era curar os pacientes, mas auxiliá-los a lidar melhor com os seus problemas de saúde.

No entanto, Hellinger observou, para a sua surpresa, que com essas terapias os sintomas apresentados inicialmente por diversos pacientes desapareceram e outros passaram a conviver melhor com a sua doença. Já uma parcela dos pacientes, com doenças em estágios avançados, morreu em paz com o seu processo de adoecimento e com a sua família.

 

Imagens:

Ascom HC-UFG/Ebserh