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HC-UFG participa da 18ª Campanha de Prevenção ao Câncer da Pele da SBD

PREVENÇÃO

HC-UFG participa da 18ª Campanha de Prevenção ao Câncer da Pele da SBD

Campanha foi realizada no último sábado, dia 02/12, com atendimento gratuito à população para a prevenção e o diagnóstico da doença.

O verão está chegando e, com ele, os dias de sol quente, que levam tantas pessoas às praias, clubes e piscinas. Muitas delas querem pegar aquele bronzeado, mas se esquecem da devida proteção que deve ser tomada com a pele durante a exposição ao sol. Por essa razão, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promoveu, no último sábado, dia 02/12, a 18ª Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele, que ofereceu atendimento gratuito à população para o diagnóstico e tratamento contra o câncer de pele. A campanha faz parte do movimento Dezembro Laranja, de iniciativa da SBD, que este ano, sob o slogan "Se exponha, mas não se queime", realizará várias atividades de prevenção e orientação  sobre a doença.

Em Goiás, a campanha foi organizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Goiás e realizada no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A campanha reuniu 80 profissionais da saúde - dentre 60 médicos dermatologistas e uma equipe de enfermeiros e técnicos – que atenderam 356 pessoas, sendo 109 diagnosticadas com suspeita de câncer da pele e encaminhadas para a realização de biópsia.

Uma das pessoas atendidas na campanha foi a senhora Júlia Luiz de Oliveira, 73 anos, diagnosticada com câncer de pele na orelha direita. “Eu trabalhei muitos anos na roça, debaixo do sol. Meu pai colocava todos os filhos para trabalharem na enxada”, conta. A pele branca e o relato de muitos anos de exposição ao sol, sem o devido cuidado, levaram Júlia Oliveira a desenvolver um tumor na orelha que a incomodava, por isso ela veio à campanha. Hoje, ela diz que usa o protetor solar todos os dias, mas terá que fazer uma cirurgia para a retirada do tumor que se desenvolveu na orelha.

Caso semelhante é o do senhor Anízio José de Matos, que há muitos anos trabalha exposto ao sol. “Eu peguei muito sol durante toda a vida. Até os meus 25 anos, eu cuidava da roça do meu pai. Depois trabalhei muitos anos como motorista e hoje trabalho vendendo pamonha na rua”, conta. Embora seja de pele clara, Anízio de Matos não apresentou nenhuma pinta ou mancha suspeita na avaliação médica.

“O câncer de pele é o câncer mais frequente que acomete as pessoas. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) previu o surgimento de 176 mil novos casos de câncer da pele, ou seja, esse tipo de câncer é muito frequente. Por isso, essa campanha visa alertar a população para que as pessoas procurem um médico quando tiverem uma lesão suspeita e também orientar sobre medidas preventivas para que essas lesões não venham a aparecer”, explica o coordenador da campanha em Goiás, Samir Pereira.

PREVENÇÃO

“Além do uso do filtro solar, é muito importante que as pessoas se previnam usando roupas com mangas longas que cubram os braços e chapéus de aba larga, óculos de sol e evitem o sol entre o horário das 10 e 16 horas”, diz Samir Pereira, que também orienta que nas áreas que não são cobertas, como orelhas e pescoço, é importante que seja aplicado o filtro solar com regularidade. “Para pessoas que nunca tiveram câncer de pele, pode ser aplicado um filtro solar com fator de proteção 30 e, para quem já teve câncer de pele, o fator de proteção deve ser acima de 50, sempre reaplicado a cada três ou quatro horas, três vezes ao dia”.

O presidente da SBD-GO, Adriano Loyola, alerta que áreas do corpo não expostas ao sol também podem desenvolver o câncer da pele, como as costas, atrás das orelhas, cabeça e planta dos pés. “Devemos ficar atentos às manchas e pintas de nascença que alteram, que mudam de cor ou de formato, que começam a coçar, ou ainda às lesões que aparecem em áreas do corpo não expostas ao sol e que não cicatrizam, que começam a ferir e a formar cascas, por isso é importante fazer um auto exame no corpo como um todo”, alerta Loyola.

Segundo os médicos, o câncer de pele é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, sendo relativamente raro em crianças e negros, com exceção daqueles já portadores de doenças cutâneas anteriores. Pessoas de pele clara, sensíveis à ação dos raios solares, ou com doenças cutâneas prévias são mais propensas a serem futuras vítimas. Como a pele – maior órgão do corpo humano – é heterogênea, o câncer de pele não melanoma pode apresentar tumores de diferentes linhagens. Os mais frequentes são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular. O carcinoma basocelular, apesar de mais incidente, é também o menos agressivo. Estimativa de novos casos: 175.760, sendo 80.850 homens e 94.910 mulheres (Inca/2016). Número de mortes: 1.769, sendo 1.000 homens e 769 mulheres (Sistema de Informação sobre Mortalidade-SIM/2013).

SINAIS

Os médicos destacam quais são as características das pintas que devem ser observadas, pois servem de alerta para a doença, o chamado ABCDE da pinta: Assimetria – A metade da pinta não é semelhante à outra metade. Pintas perigosas ou melanomas tendem a ter uma assimetria de cores e forma; Bordas – Lesões malignas apresentam bordas irregulares, dentadas ou com sulcos, com interrupção abrupta na pigmentação da margem; Cor – A coloração não é a mesma em toda pinta. Lesões muito escuras ou que apresentem diferentes tons em uma mesma lesão devem ser avaliadas, pois podem indicar malignidade; Diâmetro – Lesões que crescem rápido de diâmetros, principalmente aquelas maiores que 6 milímetros levam a uma suspeita maior de lesão maligna; Evolução – Toda pinta que mudar (mudança de cor, formato, tamanho e relevo) em curto período de tempo (de 1 a 3 meses) deve ser examinada por um dermatologista.

Outra forma de avaliar o risco da doença é por meio da Calculadora de Risco para Câncer da Pele, disponível no site http://www.sbd.org.br/controleOsol/calculadora/ .

O Dezembro Laranja será realizado durante o mês de dezembro e segue durante o verão, com ações na internet, nas ruas, parques e praias de orientação sobre a prevenção e o diagnóstico precoce da doença. 

Imagens:

Ascom HC-UFG/Ebserh