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Cartilha sobre Microcefalia será distribuída no HC

INFORMAÇÃO

Cartilha sobre Microcefalia será distribuída no HC

Objetivo do material é esclarecer as futuras mães sobre a doença

O que é a microcefalia? Quais as causas da doença? O que fazer se houver diagnóstico de microcefalia intra-útero ou após o nascimento do bebê? Em caso de manchas vermelhas durante a gestação, qual a conduta? Estas e outras questões estão respondidas na cartilha Microcefalia, elaborada pela Gerência de Atenção à Saúde, Setor de Vigilância em Saúde e Serviço de Obstetrícia/Pré-Natal do Hospital das Clínicas da UFPE.

O material será distribuído, a partir de segunda-feira, em alguns ambulatórios e unidades de internação e tem o objetivo de esclarecer a população sobre a doença, desmistificando-a. “O intuito é diminuir o pânico em relação à infecção pelo zika vírus. É fundamental o esclarecimento das gestantes acerca do conceito da microcefalia, e como devem ser acompanhadas”, explicou a chefe do Setor de Vigilância em Saúde, Cláudia Vidal.

Com uma linguagem clara e objetiva, a cartilha traz as informações necessárias para que a futura mãe entenda o que é a doença e como prosseguir a partir do seu diagnóstico. “É essencial que a mãe esteja bem informada. Um diagnóstico precoce é importante. A partir dele, a mãe já passa a ter uma assistência psicossocial e o bebê, quando nascer, passará a ter um acompanhamento especializado”, acrescentou.

Acesse aqui a cartilha. 


Sobre a doença - A microcefalia é definida como a ocorrência de um cérebro pequeno cuja medida se encontra abaixo da média esperada para uma determinada idade, sexo e gestação. Quando uma criança nasce e sua cabeça tem um tamanho menor do que o considerado normal, há a microcefalia congênita ou primária. Entretanto, se a criança nasce com o tamanho do cérebro normal, mas durante o seu crescimento o cérebro não acompanha esse desenvolvimento, ficando com tamanho menor que o esperado para sua idade, tem-se a microcefalia pós-natal.

Algumas doenças genéticas podem causar defeito no crescimento do cérebro ou fatores ambientais/externos como exposição a drogas, álcool, certos produtos químicos, desnutrição grave na gestação, infecções do sistema central no período antes, durante ou após o nascimento da criança – como toxoplasmose congênita, rubéola congênita, infecção congênita por citomegalovírus ou outros vírus.

A presença de infecção exantemática (manchas vermelhas na pele), durante a gestação, não leva obrigatoriamente à ocorrência de microcefalia no feto.