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Médico publica estimativas de câncer em SE para 2018

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Médico publica estimativas de câncer em SE para 2018

Com o cálculo das estimativas, é possível conhecer o impacto causado pelo câncer na população e implementar políticas de saúde e recursos assistenciais.

O chefe do Setor de Gestão de Ensino do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), Carlos Anselmo Lima, acaba de divulgar o Registro de Câncer de Base Populacional - Estimativas para 2018. A publicação aborda as incidências de câncer no Estado de Sergipe e nas suas regiões de saúde.

No documento, o cirurgião oncológico, que coordena o Registro de Câncer de Base Populacional de Aracaju, aborda o assunto trazendo informações como faixa etária, sexo e localização dos casos de câncer.

“Com o cálculo das estimativas, é possível conhecer o impacto causado pelo câncer na população e implementar políticas de saúde e recursos assistenciais. Pode-se também planejar compra de equipamentos e realizar treinamento de pessoal para o combate a essa doença, que causa impacto de mortalidade e de utilização de recursos, não só para diagnóstico e tratamento, mas para reabilitação e aposentadorias”, detalha o médico.

Dados

No entanto, Carlos Anselmo chama a atenção para o fato de que as análises dos números estimados não necessariamente são iguais à realidade. “Como são cálculos matemáticos baseados em dados históricos, podem haver variações, principalmente referentes à qualidade dos dados de incidência e de mortalidade. Outro fato de importância é que pode haver modificação dos fatores de risco para determinados tipos de câncer”, ressalta.

De acordo com o material elaborado por ele, nas estimativas do câncer em crianças e adolescentes 60% dos casos em meninos correspondem às leucemias, linfomas e tumores do Sistema Nervoso Central, e 77% dos casos nas meninas englobam, além dos três mencionados para os meninos, os carcinomas e outras neoplasias malignas epiteliais.

“Medidas de detecção precoce e refinamentos dos meios de tratamento devem ser implementadas para atingir melhores taxas de cura para os nossos pacientes. As estimativas norteiam as políticas de saúde e o delineamento de estratégias para alocação de recursos e pessoal para aquelas áreas de maior impacto de morbimortalidade por câncer, o que minimiza traumas pessoais e coletivos causados por essa doença”, finaliza o médico.

Para obter um panorama mais específico de Sergipe, com uma avaliação da ocorrência de câncer em todas as áreas do estado, foi realizado um estudo de incidência do câncer por regiões de saúde. O trabalho, que resultou nesta publicação, foi realizado sob supervisão da equipe técnica da Coordenação de Prevenção e Vigilância do Instituto Nacional de Câncer (Inca), utilizando a mesma metodologia empregada nas Estimativas Brasil. Para ter acesso ao material completo, clique aqui.

Por Andreza Azevedo