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Outubro Rosa no HU tem programação para trabalhadores e usuários

CÂNCER DE MAMA

Outubro Rosa no HU tem programação para trabalhadores e usuários

De 1º a 9 de outubro, a instituição iniciou a campanha com a distribuição de laços rosas e panfletos educativos. No decorrer do mês, ocorrem outras atividades.

Foi para estimular a participação da sociedade no controle do câncer de mama que surgiu o movimento Outubro Rosa, iniciado na década de 1990 nos Estados Unidos. Enquanto instituição de saúde, o Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), filial da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), está engajado nesta campanha, promovendo uma série de atividades durante o mês.

O médico oncologista Carlos Anselmo Lima, do HU-UFS, ressalta que outubro é a época em que se chama a atenção para o câncer de mama, mas esse é um assunto que deve estar em evidência por todo o ano. “As causas para o câncer de mama não são bem identificadas, mas podem ser explicadas, por exemplo, por hormônios, fatores de risco, como o álcool, obesidade ou sobrepeso, inatividade física e história familiar, sendo que a história familiar vem sendo registrada em apenas 20% dos casos”, esclarece. 

Ele afirma que este tipo de câncer se destaca pelos números. “É o mais comum entre as mulheres, mas as chances de cura aumentam muito com um diagnóstico precoce, rápido e o início do tratamento no tempo mais breve possível. A estimativa para 2018 foi de 60 mil novos casos, em 2016 foram pouco mais de 16 mil mortes no Brasil por câncer de mama, sendo 159 somente em Sergipe” diz, reforçando a preocupação com a doença.

“Normalmente a gente diz que é muito importante a mulher conhecer o seu corpo, fazer o autoexame, ir ao médico para realizar exame clínico. O aparecimento de nódulos que de repente começam a crescer é um alerta, principalmente em mulheres acima de 50 anos, quando o diagnóstico é mais frequente, não que na faixa etária inferior não possam aparecer. O câncer de mama também se manifesta em homens, mas é muito raro. São 100 casos em mulheres para um em homem”, complementa Carlos Anselmo.

Ele explica que 30% dos tumores de mama detectados por tomografia são indolentes, ou seja, não provocam dor. “As mulheres de 40 a 45 anos podem optar por fazer mamografia no Brasil, porque toda mulher a partir de 40 anos tem direito, se quiser, a fazer a mamografia. No entanto, exceto em casos de histórico familiar, o Ministério da Saúde orienta que o rastreamento, como política de saúde, deve ser feito a partir dos 50 anos”, informa o médico.

Pensando em chamar a atenção para essas e outras informações referentes à doença, no Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS) o mês de outubro será de ações referentes à iniciativa. De 1º a 9 de outubro, a instituição iniciou a campanha com a distribuição de laços rosas e panfletos educativos. No decorrer do mês, ocorrem outras atividades.

Confira a programação:

Ações para os trabalhadores:

Dia 11 de outubro:
Workshop Outubro Rosa: cuidando de quem cuida; realização de testes rápidos de HIV e sífilis; palestras educativas; triagem e agendamento de consultas médicas; exames: ginecológicos; mamografia; ultrassonografia; massoterapia e limpeza de pele.

Dias 22 e 23 de outubro:
Mamografia, ultrassonografia e exame citopatológico.
Aferições de pressão, glicemia capilar, peso e altura; ginástica laboral; orientação para autoexame das mamas; alimentação saudável; mensagens reflexivas.

Dia 27 de outubro:
Consultas ginecológicas

Dias 29 e 30 de outubro:
Mamografia, ultrassonografia e exame citopatológico.

Ações para os usuários:
Dia 20 de outubro:

Palestras educativas

Sobre a Ebserh

Desde 2013, o HU-UFS faz parte da Rede Ebserh. Vinculada ao Ministério da Educação, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) atua na gestão de hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.

Criada em dezembro de 2011, a empresa administra atualmente 40 hospitais e é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações em todas as unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.

Por Andreza Azevedo

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