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Pacientes com fibromialgia recebem informações sobre a doença

ENCONTRO

Pacientes com fibromialgia recebem informações sobre a doença

HU-UFS convidou cerca de cem pessoas acometidas pela doença para o I Encontro de Pacientes com Fibromialgia

“Sinto dores no corpo todo, não posso trabalhar e, às vezes, ainda sou vista com desconfiança pelas pessoas, porque a minha aparência é boa, mas dentro do meu corpo dói tudo”. O depoimento é da dona de casa Maria Gilza de Jesus, paciente do Serviço de Reumatologia do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS).

Ela conta que há cerca de cinco anos foi diagnosticada com fibromialgia, síndrome clínica que se manifesta principalmente pelas dores no corpo inteiro.

Para esclarecer dúvidas e prestar mais informações sobre a patologia, o Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), filial da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), convidou cerca de cem pessoas acometidas pela doença para o I Encontro de Pacientes com Fibromialgia do Serviço de Reumatologia da Universidade Federal de Sergipe, que ocorre nesta sexta-feira, 5.

O chefe do Serviço de Reumatologia do HU-UFS, José Caetano Macieira, foi um dos anfitriões do evento. Ele explica que não existe ainda uma causa definida para a fibromialgia. “O principal sintoma é a dor generalizada, a doença é bastante frequente, é um tema que merece esclarecimentos. Atinge mais mulheres do que homens, principalmente entre os 30 e 55 anos, o que não significa dizer que não alcance pessoas mais velhas, crianças e adolescentes”, pontua o médico.   

Informação

Uma das palestrantes do encontro foi a médica reumatologista Mônica Valéria Vechi, do HU-UFS. “O evento foi pensado para esclarecer sobre a doença. No Brasil, cerca de 3% da população é acometida por fibromialgia, o que a torna comum. Seus principais sintomas são dor generalizada crônica, cansaço, fadiga, alterações do sono e cefaleia crônica. Para chamar de fibromialgia, a dor tem que persistir por mais de três meses e ser generalizada”, detalha Mônica.

A reumatologista diz que a doença não tem cura. “Existe o tratamento multidisciplinar, o uso de medicamentos, mas é necessária também a terapia não farmacológica, que vai desde a atividade física regular até a psicoterapia. Fibromialgia não tem cura, mas é possível controlar os sintomas para tentar dar uma melhor qualidade de vida ao paciente”, esclarece.

Outro ponto abordado durante o encontro foi a depressão, que atinge até 50% dos pacientes. “É frequente o número de casos de pacientes depressivos, lembrando que nem todos os pacientes com fibromialgia são depressivos. No entanto, é importante dizer que o preconceito persiste, muitas pessoas acham que o paciente está com exagero, mas aquela dor generalizada é real e precisa ser tratada”, destaca a médica.

Programação

A abertura do evento foi feita com a participação do Coral Vozes do HU, formado exclusivamente por trabalhadores do hospital. Em seguida, foi composta a mesa de abertura, com a presença da superintendente do HU-UFS, Angela Silva; do gerente administrativo Edélzio Costa Júnior; da chefe da Divisão de Gestão do Cuidado, Ana Paula Lemos; da presidente da Sociedade Sergipana de Reumatologia, Lina Carvalho, reumatologista do HU-UFS; da enfermeira do serviço, Thaís Menezes e do chefe do Serviço de Reumatologia, José Caetano Macieira.

A programação contou ainda com as palestras Cuidados de Enfermagem ao Paciente Fibromiálgico, com o enfermeiro Gleidson Sant’Anna; Fibromialgia, com a reumatologista  Mônica Valéria Vechi; depoimento de paciente convidado e a palestra Educação em Saúde para o Paciente Fibromiálgico, com a enfermeira Thaís Menezes.

Sobre a Ebserh

Desde 2013, o HU-UFS faz parte da Rede Ebserh. Vinculada ao Ministério da Educação, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) atua na gestão de hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.

Criada em dezembro de 2011, a empresa administra atualmente 40 hospitais, sendo responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações em todas as unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.

Por Andreza Azevedo

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