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Médica do HU ressalta importância da vacina contra o sarampo

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Médica do HU ressalta importância da vacina contra o sarampo

A maioria das pessoas consegue se recuperar, mas não há um tratamento específico para a enfermidade.

O Brasil voltou a sofrer com casos de sarampo, especialmente na região Norte, o que não significa que as outras regiões do país estão livres da doença. A afirmação é da médica infectologista do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), Márcia Lima. Ela ressalta que esta é uma doença infectocontagiosa, aguda, viral e grave. “Os principais sintomas do sarampo são febre, exantema [manchas pelo corpo], conjuntivite, tosse e coriza”, diz.

De acordo com ela, a maioria das pessoas consegue se recuperar, mas não há um tratamento específico para a enfermidade. “O tratamento profilático com antibióticos não é indicado. Em crianças, é recomendável a administração da vitamina A, reduzindo a ocorrência de casos graves e fatais. Nos casos sem complicações, independente da faixa etária, deve-se manter a hidratação, o suporte nutricional e diminuir a hipertermia [febre]”, orienta a infectologista.

Márcia Lima lembra também que, como consequência do sarampo, é possível que ocorram complicações, a exemplo de otites e pneumonia, além disso, de 10 a 20 anos mais tarde, podem aparecer doenças neurológicas. O contágio, informa a médica, ocorre geralmente por tosse, espirros, fala ou respiração, sendo possível também pela dispersão de gotículas com partículas virais no ar, especialmente em locais fechados, como escolas e clínicas.

Vacinação

A doença é transmitida normalmente na fase em que a pessoa apresenta febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta de apetite. Assim, a recomendação é atualizar a carteira de vacinação para prevenir a doença, uma orientação válida não só para as crianças, mas para adolescentes e adultos, evitando a circulação do vírus no país.

“Como rotina, o governo disponibiliza a vacina aos bebês de 12 e 15 meses e a todos os adultos até 49 anos. Normalmente são duas doses até os 29 anos, e entre 30 e 49 anos uma dose. Os que estão acima de 50 anos e não comprovarem vacinação anterior também devem se imunizar”, informa Márcia Lima.

Não é recomendada a vacina para gestantes, casos suspeitos de sarampo, crianças menores de seis meses de idade e pessoas imunocomprometidas, ou seja, com quadro de doenças que abalam significativamente o sistema imune.

No HU-UFS, filial da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), a equipe do Serviço de Vigilância em Saúde e Segurança do Paciente está promovendo uma divulgação interna para os profissionais de saúde, falando sobre a situação epidemiológica brasileira, imunidade, recomendações, condutas frente a casos suspeitos e fornecendo orientações gerais.

Sobre a Ebserh

Estatal vinculada ao Ministério da Educação, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) atua na gestão de hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do SUS, e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.

A empresa, criada em dezembro de 2011, administra atualmente 40 hospitais e é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações em todas as unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.

Por Andreza Azevedo