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Estudantes de Medicina passam por avaliação em laboratório do HU-UFSC que simula casos reais

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Estudantes de Medicina passam por avaliação em laboratório do HU-UFSC que simula casos reais

Método de avaliação chamado de OSCE permite avaliar habilidades clínicas, conhecimento, atitudes, comunicação e profissionalismo. Exame permite também reavaliação do ensino


Estudantes de Medicina passam por avaliação em laboratório que simula casos reais


No último dia 10, um grupo de 20 estudantes de Medicina passou por uma avaliação que consiste em uma série de atividades comuns na vida prática de um médico: em 40 minutos, num ambiente protegido e controlado, eles tiveram que realizar atendimentos clínicos simulados em seis estações, onde demonstraram como reagem em casos de emergência, identificaram sintomas, fizeram prescrições e encaminhamentos, explicaram sobre o diagnóstico e orientaram os pais, entre outras situações.
Tudo isso sob supervisão de uma equipe de professores e médicos do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC), que observaram todos os movimentos: habilidades, atitudes e conhecimentos dos estudantes através de um espelho.
Foi uma manhã inteira de situações simuladas que no Laboratório de Habilidades do HU-UFSC, uma atividade monitorada introduzida no Brasil há alguns anos e que ganhou importância significativa no ensino de Medicina na UFSC, que foi contemplado recentemente com a nota máxima (5) na avaliação do Ministério da Educação (MEC).
  Este método de avaliação foi idealizado em 1975 no Reino Unido e é chamado de OSCE (do inglês Objetive Structured Clinical Examination, ou exame clínico objetivo estruturado), que permite avaliar habilidades clínicas, conhecimento, atitudes,  comunicação e profissionalismo. O exame vem sendo realizado pelo Departamento de Pediatria no Laboratório de Habilidades desde 2014 e já permitiu a avaliação de mais de 500 formandos, além de uma constante reavaliação dos métodos de ensino na universidade.
O pediatra e professor João Carlos Xikota, diretor da Unidade de Cuidado da Criança e Adolescente do HU, explicou que este tipo de avaliação atende a uma diretriz do MEC, que estabelece que o estudante deve aprender em situações e ambientes protegidos e controlados, ou em simulações de realidade, identificando e avaliando o erro. “É um ambiente simulado e protegido por médicos e busca melhorar a forma de preceptoria”, resumiu.
A professora e preceptora Camila Valois Lanzarin explicou que no OSCE há bonecos e atores que simulam situações para os formandos. São seis estudantes, um em cada sala sob observação dos médicos e professores, que analisam cada passo dos estudantes, sendo que cerca de 14 profissionais participam do processo de avaliação, que é feito de acordo com a fase de aprendizado do futuro médico. “Em fases iniciais, a avaliação é mais simples, como aferir pressão arterial ou medir a estatura de uma criança. Com o avançar do curso, a avaliação se torna mais complexa, com simulação de situações de emergência, como uma parada cardíaca, por exemplo”.
De acordo com a equipe, há estudos que relacionam o uso de metodologias ativas de avaliação – como é o caso do OSCE – e obmelhor desempenho dos estudantes da UFSC quando comparadas a outras universidade do sul do Brasil. “Este tipo de metodologia é aplicado em universidades de ponta, porém sem espaço próprio para a realização e a UFSC é uma das poucas universidades que conta com um laboratório como este do HU para esta avaliação”, acrescentou a professora Renata Meireles Tomazzoni.
Professoras que também acompanham a aplicação da metodologia, como Helen Zatti, Jaqueline Ratier e Denise Neves Pereira explicaram que o OSCE é aplicada pelo Departamento de Pediatria pelo menos três vezes no decorrer da formação do médico na UFSC (atualmente, o método é aplicado na terceira, sétima e nona fases nas disciplinas do módulo da criança) e que há outras ferramentas pedagógicas, como o método ABP  (Aprendizagem Baseadas em Problemas) que é uma ferramenta de ensino centrado no aluno que tem um caráter avaliativo porque além de estimular a busca do conhecimento, avalia o conhecimento prévio e raciocínio clínico para resolução do problema. No internato, além do OSCE, a avaliação 360, pioneira na UFSC e a própria avaliação global realizada pelos preceptores nas atividade diárias são metodologias de avaliação. 
Os profissionais da área lembram a importância da atuação da professora Suely Grosseman, do Departamento de Pediatria, que desde 2013 juntou esforços para montagem da sala e marcou sua trajetória na luta para utilizar esta metodologia de avaliação dos alunos e do ensino no laboratório.
Sobre a Ebserh
Desde março de 2016, o HU-UFSC faz parte da Rede Ebserh. Vinculada ao Ministério da Educação, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) atua na gestão de hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde - SUS, e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.
Criada em dezembro de 2011, a empresa administra atualmente 40 hospitais e é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações em todas as unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.