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HUB discute jornada de trabalho

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HUB discute jornada de trabalho

Debate com funcionários e sindicatos visa cumprir determinações de Acórdão do TCU

O Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) promoveu esta semana dois encontros para debater o conteúdo que cabe ao HUB no Acórdão 2729/2017 do Tribunal de Contas da União (TCU), que trata do efetivo cumprimento da jornada dos trabalhadores. Nesta quinta-feira (1º), a gestão realizou uma reunião aberta a toda a comunidade para discutir o assunto. “Procuramos olhar para o papel dos órgãos de controle para trabalhar as nossas deficiências e construir uma instituição mais ética”, afirmou a superintendente do HUB, Elza Noronha. 

Elza também pediu a união entre os funcionários, independentemente do vínculo de trabalho. “Temos o compromisso de construir uma instituição mais saudável, mais ética e trabalhar o respeito entre nós, considerando que temos vínculos e legislações de trabalho diferentes”, disse.

Durante a reunião, o coordenador de Formação Política do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (SintFUB), Antonio Cesar Guedes, anunciou que a flexibilização da jornada, que permite aos servidores optarem por cumprir 30 horas de trabalho, foi aprovada. “Tivemos uma reunião hoje da Comissão de Flexibilização e foi aprovada a flexibilização da jornada para todos os servidores do HUB”, garantiu. A gestão do hospital vai analisar a decisão para definir as regras para o cumprimento da jornada.

Os funcionários que participaram da reunião aprovaram a iniciativa de colocar o tema em debate. “É importante que todos participem para tirar dúvidas sobre o que pode e o que não pode ser feito em relação a frequência de ponto”, afirmou o assistente administrativo Reginaldo Alves. “Quando ficamos bem informados, sabemos como agir e, se não estivermos de acordo com alguma coisa, temos como argumentar”, garantiu a fisioterapeuta Ana Helena Barros.

Reunião com representantes de sindicatos
A Equipe de Governança do HUB se reuniu, na última quarta-feira (31), com 20 representantes de três sindicatos: dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (SintFUB), dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho e Previdência do Distrito Federal (Sindprev-DF) e de Trabalhadores em Empresas Públicas de Serviços Hospitalares no DF (Sindserh-DF).

“Estamos aqui para conversar com as lideranças das categorias, esclarecer as repercussões das medidas tomadas e permitir que nossa atuação ocorra de maneira uníssona”, disse a superintendente do HUB, Elza Noronha. Os sindicatos puderam questionar e sugerir ações. “Parabenizo a gestão pela abertura de espaço ao diálogo, prova de que estão preocupados em resolver o conflito”, afirmou o presidente do Sindserh-DF, Edleuzo Cavalcante.

“Foi muito importante este encontro para esclarecer dúvidas, e porque representamos funcionários antigos no hospital”, declarou a representante do Sindprev-DF, Valdiva Manzan. Para o coordenador geral do SintFUB, Rogério Manzola, a existência de vários vínculos demanda essa reunião com todas as lideranças. “É importante ter espaços individuais, para cada sindicato, mas também coletivos, pois relações de trabalho e orçamento são questões comuns a todos”, avaliou. 

Temas debatidos 
Entre os assuntos questionados pelo SintFUB, o principal abrangeu o pagamento de Adicional por Plantão Hospitalar (APH). Elza explicou que, embora a gestão reconheça o direito dos servidores de trabalharem 30 horas, chamada popularmente de flexibilização da jornada, legalmente os profissionais só podem receber APH após o cumprimento da carga horária contratual, que é de 40 horas.

O Sindserh-DF solicitou condições adequadas para que os trabalhadores da Ebserh possam efetivamente registrar a frequência pelo relógio de ponto. De acordo com o gerente Administrativo do HUB, Paulo Mendes, o hospital tem hoje sete equipamentos, mas um processo de licitação, em fase de homologação, garantirá a aquisição de mais onze equipamentos, todos com contrato de manutenção. Já o Sindprev esclareceu uma dúvida referente à flexibilização da jornada que, conforme confirmado pela superintendente, também se aplica aos servidores cedidos do Ministério da Saúde.

Imagens:

Assessoria de Comunicação do HUB