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HUB reúne médicos e residentes em curso

Endometriose profunda

HUB reúne médicos e residentes em curso

Participam ginecologistas, urologistas, proctologistas e radiologistas do DF e região

Uma doença que atinge 8 milhões de brasileiras, reféns da falta de especialistas capacitados e da dificuldade no acesso a tratamento público. Para ajudar a mudar a realidade da endometriose profunda no país, o Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) realiza o 1º Curso teórico-prático em endometriose profunda. A abertura oficial ocorreu na última quinta-feira (26), mas o treinamento segue até sábado (28) para residentes e médicos ginecologistas, urologistas, proctologistas e radiologistas do Distrito Federal e região. 

“O assunto levanta a preocupação com a situação de sofrimento das mulheres. O curso é um marco para o HUB e representa o desafio de discutir como podemos organizar o serviço para acolher essas pacientes”, disse a superintendente do hospital, Elza Noronha. O treinamento foi idealizado pelo ginecologista do HUB, Frederico Corrêa. “É uma satisfação realizar este curso no HUB, que significa o início de um trabalho para tentar amenizar e até resolver o problema e o sofrimento das mulheres”, afirmou o médico.

Para o presidente da Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE), Carlos Alberto Petta, um dos apoiadores da atividade, o retrato da endometriose profunda no Brasil é desafiador. “O país é referência em formação, mas ao mesmo tempo grande parte da população não tem acesso aos serviços. Por isso a importância deste treinamento dentro de um hospital universitário”, avaliou ele.

Durante o evento, o presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Kleber Morais, lançou uma proposta de estudo da endometriose na população indígena para reforçar o papel de ensino e pesquisa do HUB. “A ideia é termos um projeto nacional, parceria entre os hospitais universitários e a Ebserh, para evoluirmos no tratamento da doença e pensarmos nas pessoas mais carentes”, propôs o presidente.

A capacitação ainda contou com o apoio da Associação de Ginecologia e Obstetrícia de Brasília (SGOB) e da Sociedade Brasiliense de Proctologia (SBrCP).

O curso
Até sábado (28), os participantes aprofundam conhecimentos no assunto durante 26 horas, distribuídas entre aulas teóricas e práticas. A capacitação possibilitará que quatro pacientes com endometriose profunda sejam operadas no HUB. Os procedimentos serão transmitidos ao vivo para uma sala de aula que fica dentro do centro cirúrgico.

“Decidi participar porque trabalho com reprodução humana em uma clínica particular e pela alta prevalência da doença na população”, afirmou a ginecologista Manoela Porto, que também atua no HUB. A ginecologista Anna Luiza Souza também se interessou pelo mesmo motivo. “Sou especialista em reprodução humana e é importante participar dessa atualização na área, que pode ajudar em nossa prática clínica”, explicou.
 
O que é endometriose
A doença ocorre quando o endométrio, tecido que reveste o útero, cresce fora da cavidade uterina. O tipo mais grave é a endometriose profunda, caracterizada pela produção de nódulos e lesões que tendem a invadir outros órgãos, principalmente o intestino, e pode causar infertilidade. O sintoma mais comum é a cólica menstrual forte. 

Imagens:

Assessoria de Comunicação do HUB