Notícia Notícia

Voltar

HUB realiza encontro sobre óbito infantil e fetal

Prevenção

HUB realiza encontro sobre óbito infantil e fetal

Mulheres relatam experiências de perda para aprimorar atendimento de saúde

Ouvir a experiência de pacientes para melhorar o atendimento nos serviços de saúde. Esse foi o objetivo principal do I Encontro de Prevenção ao Óbito Infantil e Fetal, realizado no Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) nesta quarta-feira (13). “Perdi minha filha com 35 semanas de gestação após um descolamento de placenta. Fui muito bem atendida aqui no HUB, mas infelizmente sou exceção”, contou Mary Baleeiro, representante do grupo de apoio Mães Arco-Íris.

A secretária executiva Vilma Magalhães não teve a mesma sorte. Com 26 semanas de gestação, uma ecografia de rotina mostrou que o bebê não havia crescido o esperado. Na clínica, não recebeu nenhuma orientação. Nervosa, decidiu ir à emergência de um hospital. Fez uma cesárea de emergência e, cinco dias depois, o filho faleceu. “Vim para contribuir no que eu puder para diminuir a mortalidade neonatal”, relatou Vilma.

“É um momento de encontro para pessoas que sofreram a perda ajudarem a melhorar o atendimento a mulheres como elas”, afirmou a superintendente do HUB, Elza Noronha. “Temos que promover o aperfeiçoamento do nosso trabalho e a capacidade de aprender permite criar novas ferramentas”, completou o subsecretário de Vigilância à Saúde da Secretaria de Saúde (SES-DF), Marcus Vinícius Quito.

No encontro, também foram apresentados o cenário atual da mortalidade infantil e fetal no Distrito Federal, as propostas dos Comitês de Investigação dos Óbitos Materno, Infantil e Fetal e a experiência do HUB. “O serviço de saúde tem papel crucial na prevenção dessas mortes. Se o profissional de saúde assumir o papel de educador, conseguimos fazer a efetiva prevenção”, disse a professora do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB) e presidente da Rede pela Humanização do Parto e do Nascimento, Daphne Rattner.

A decana de Pós- Graduação da UnB, Helena Eri Shimizu, também participou do evento. “Temos que mudar o modelo de atenção, melhorar nosso sistema de saúde e o acesso das mulheres”, afirmou. O evento reuniu profissionais da saúde, residentes e estudantes. “Quero estar por dentro do que está acontecendo, me atualizar”, contou a estudante de enfermagem, Yara Ravacci. “Lido diretamente com o paciente e é uma forma de ter mais conhecimento até para abordar melhor os familiares”, finalizou a pedagoga da pediatria do HUB, Bianca Teixeira.

Assessoria de Comunicação do HUB