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HUB realiza primeiros implantes

Prótese osteointegrada

HUB realiza primeiros implantes

Hospital é o único da rede pública do DF credenciado para fazer o procedimento

Aos seis anos, a pequena Esther está a poucos dias de descobrir o que é ouvir de verdade. Ela nasceu com uma malformação na parte externa da orelha que reduz a audição, chamada atresia aural congênita. Nessa segunda-feira (9), ela passou por uma cirurgia no Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) para a colocação de uma prótese osteointegrada, que permite a reabilitação auditiva.

“Ela quer ouvir. Você fala com ela e ela entra em desespero porque não entende. Vai melhorar muito a qualidade de vida dela, a fala, o aprendizado na escola”, comemora a mãe de Esther, Sandra Lúcia da Silva.

Esther foi a primeira pessoa no Distrito Federal a realizar a cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em novembro do ano passado, o HUB foi habilitado a fazer o procedimento e se tornou o único hospital público do DF a oferecer a prótese. Nessa segunda-feira, foram feitas as duas primeiras cirurgias.

“Os médicos do HUB terão a oportunidade de utilizar uma tecnologia de ponta e, os pacientes, de conseguir a reabilitação auditiva. Isso traz uma enorme carga de responsabilidade e de prestígio para o hospital”, explica o médico otorrinolaringologista e coordenador do Programa de Implante Coclear do HUB, André Sampaio.

Durante a cirurgia, é colocada uma espécie de parafuso próximo a orelha para encaixar a prótese, que só é instalada depois de 90 dias, prazo exigido para a cicatrização. A prótese envia o som para a orelha interna e é capaz de fazer com que a audição do paciente seja praticamente normal. O SUS só permite realizar a cirurgia em apenas uma das orelhas e o paciente precisa ter a malformação nos dois lados.

“A prótese facilita a comunicação, a interação social, a parte escolar, muda a vida dessas crianças”, afirma a otorrinolaringologista do HUB Juliana Gusmão. Walisson da Silva, de oito anos, também passou pela cirurgia e aguarda, ansioso, o momento de conhecer melhor os sons. “É mais do que um sonho. Ele nunca ouviu e agora vai ouvir melhor, vai aprender e se desenvolver, principalmente na escola”, conta a mãe de Walisson, Eldna da Silva.

Imagens:

Assessoria de Comunicação do HUB