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Projeto-piloto prevê linha de cuidado em doenças prostáticas na Região Leste

Cuidado integral

Projeto-piloto prevê linha de cuidado em doenças prostáticas na Região Leste

Grupo de trabalho que discute proposta inclui HUB, UnB, SES-DF e Ministério da Saúde

Garantir atendimento de saúde integral aos homens com doenças relacionadas à próstata. Com esse objetivo, foi criado um grupo de trabalho formado por representantes do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), Universidade de Brasília (UnB), Secretaria de Saúde (SES-DF) e Ministério da Saúde para elaborar um projeto-piloto para implantação da Linha de Cuidado em Doenças Prostáticas na Região Leste.

O tema está em discussão desde a assinatura de um novo contrato entre o HUB e a SES-DF, em janeiro. Com a contratualização, o HUB passou a integrar a rede pública de saúde do Distrito Federal, fazendo parte da Região Leste, que inclui São Sebastião, Paranoá e Itapoã.

As linhas de cuidado fazem parte de um novo modelo assistencial voltado para o paciente, no qual o atendimento começa e termina na residência dele, na atenção primária. O hospital passa a ser parte do percurso para suprir as necessidades de saúde. 

“O paciente tem um atendimento mais personalizado, mais próximo da casa dele e mais qualificado, além da garantia de acesso, atendimento em todos os níveis e continuidade do tratamento”, explica o urologista e chefe da Unidade de Transplante do HUB, Rômulo Maroccolo. “Melhorando o fluxo, melhora o tempo de atendimento e o cuidado que o paciente precisa”, completa a chefe da Divisão de Gestão do Cuidado do hospital, Solange Baraldi. 

O projeto também atende a política de saúde do homem do Ministério da Saúde. O coordenador-geral da área no ministério, Francisco Norberto, explica que a linha de cuidado deve contemplar toda a estrutura de atendimento para garantir a integralidade do tratamento e seguir a recomendação do Instituto Nacional do Câncer (INCA) de priorizar o diagnóstico precoce com a avaliação de pacientes com sintomas relacionados ao câncer de próstata. 

“A linha prevê um itinerário terapêutico, um fluxo que define a agenda de cuidado. Esse olhar mais amplo traz benefícios para os profissionais, instituições e pacientes. Organizar o fluxo a ser seguido é um ganho para todos”, garante Francisco Norberto.

O projeto contará com cinco equipes do Programa de Saúde da Família da Região Leste. Os profissionais passarão por capacitação, que terá início com um seminário sobre saúde do homem que será realizado em julho. A capacitação será baseada na realidade dessas equipes.

“A proposta une dois hospitais com recursos e estrutura diferentes. No Paranoá, vamos oferecer a parte da saúde da família, a atenção primária. E teremos a referência em atendimentos mais complexos no HUB. Para o paciente, o projeto representará um atendimento de ponta”, afirma o urologista do Hospital da Região Leste, Leonardo Ramos.

“O objetivo do projeto-piloto é propor uma metodologia de trabalho. Vamos preparar os profissionais para atuar dentro dessa perspectiva, com uma formação longa que traga resultados para essa parcela da população”, completa a professora do Departamento de Saúde Coletiva da UnB, Muna Odeh.

Linhas de cuidado no HUB
O projeto de implantação de linhas de cuidado no HUB começou em outubro de 2014, com a realização de uma oficina para alinhar conceitos e debater o assunto. O evento foi promovido em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e a Universidade de Brasília (UnB). 

O hospital contou com a consultoria do diretor de Assistência do Hospital Estadual Sumaré (HES), vinculado à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Maurício Perroud. Em 2015, ele passou dois dias por mês no HUB dando apoio no processo de implementação do novo modelo assistencial.

O HUB já trabalha com projetos de linhas de cuidado em áreas prioritárias estabelecidas pelo Ministério da Saúde, como materno-infantil, urgência e emergência, oncologia e cardiologia.

Assessoria de Comunicação do HUB