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Lançado projeto de qualificação na área

Materno-infantil

Lançado projeto de qualificação na área

HUB apresentou Apice On, iniciativa do Ministério da Saúde, a estudantes, professores e profissionais

Um projeto inovador, com o poder de transformar o cuidado e o ensino na área da saúde da mulher. Esse é o Aprimoramento e Inovação no Cuidado e Ensino em Obstetrícia e Neonatologia (Apice On), lançado oficialmente pelo Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) dia 31 de agosto, no auditório 1. O encontro contou com a presença de estudantes, residentes, professores e profissionais do HUB e da Universidade de Brasília (UnB).

A superintendente do hospital, Elza Noronha, explicou que a iniciativa vai aprimorar a Rede Cegonha, estratégia do Governo Federal voltada para a saúde da mulher da qual o HUB faz parte. “A diferença é que agora vamos trabalhar principalmente a reorganização dos cenários de prática e a integração entre ensino e serviço para termos um novo olhar sobre os direitos da mulher e o parto humanizado. Este é um marco muito importante para o HUB”, afirmou a gestora. 

O hospital conta com um Grupo Estratégico Local para desenvolver as etapas previstas no projeto, que incluem levantamento e análise da situação atual da assistência e ensino na área materno-infantil, elaboração de planos de intervenção, estratégias de viabilização das ações e acompanhamento. Formado por sete pessoas, o grupo contempla representantes nas áreas de ensino e pesquisa, obstetrícia e neonatologia, gestão do HUB e gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com a chefe da Divisão de Enfermagem, Alaíde de Castro, que representa a gestão no grupo, dados mostram que a mortalidade neonatal reduziu no Brasil, mas o indicador ainda é três vezes maior se comparado a países desenvolvidos. “Por isso, precisamos adotar as boas práticas na área. Somos privilegiados em fazer parte desse projeto, que ajudará a mudar essa realidade”, afirmou ela. 

A Unidade Materno-infantil do HUB realiza em média 1,1 mil partos por ano. Em 2016, o serviço de emergência em ginecologia e obstetrícia atendeu quase 8 mil pacientes. “Com a chegada do Apice On, esperamos fortalecer o trabalho em equipe e superar as dificuldades para a promoção do parto humanizado”, avaliou a chefe da unidade, Lizandra Paravidine Sazaki. 

A iniciativa requer que profissionais de diferentes formações e especialidades trabalhem de forma integrada. “É um sonho de longa data ver o atendimento multiprofissional ao parto, mas essa realizada ainda é polarizada. Precisamos iniciar o projeto colocando a segurança do paciente e o conhecimento científico sempre à frente”, avaliou o obstetra e professor da Faculdade de Medicina da UnB, Carlos Alberto Zaconeta. “Parabenizo a gestão pela audácia de assumir o compromisso de trabalhar em conjunto”, ressaltou a docente de enfermagem em saúde da mulher da Faculdade de Ciências da Saúde da UnB, Rejane Griboski, também aprovou a iniciativa.

Para o gerente de Ensino e Pesquisa, Renato Antunes, o Apice On é uma oportunidade de mudar a cultura da formação profissional. “Todos os profissionais estão envolvidos nessa mudança. É importante estarmos todos juntos e pensarmos o trabalho multiprofissional na residência, para no futuro termos essa nova cultura”, relatou ele.

O Apice On
Iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), a Associação Brasileira de Hospitais Universitários e de Ensino (Abrahue), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Apice on visa qualificar as práticas de cuidado e formação profissional, com foco na mudança de modelo de atenção com práticas baseadas em evidências científicas, humanização, segurança e garantia de direitos na obstetrícia e neonatologia. O projeto preconiza ações de qualificação nas áreas de atenção ao parto, nascimento e abortamento; saúde sexual e saúde reprodutiva; e atenção humanizada às mulheres em situação de violência sexual.

Após a assinatura do termo de adesão e compromisso de cooperação, dia 17 de agosto, o HUB passa a ser um dos quatro hospitais do Distrito Federal a fazer parte da iniciativa, que conta com a participação de 94 unidades hospitalares do país, das quais 23 são filiadas à Ebserh. No DF, também integram o projeto o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), o Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) e o Hospital da Região Leste (HRL). 

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Imagens:

Assessoria de Comunicação do HUB