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Serviço de genética do HUB completa 30 anos

Pioneirismo

Serviço de genética do HUB completa 30 anos

Profissionais e fundadores receberam homenagem no I Simpósio de Genética Médica do Centro-oeste

Os 30 anos de história do Ambulatório de Genética Médica do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), o primeiro do Distrito Federal, foram celebrados na última sexta-feira (6) durante a abertura do I Simpósio de Genética Médica do Centro-oeste. Realizado na Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (FM/UnB), o evento contou com a participação de médicos, profissionais de saúde, professores e estudantes.

A superintendente do HUB, Elza Noronha, lembrou que a comemoração ocorre no mesmo ano em que o HUB completa 45 anos de existência. “Esse serviço tem muita importância na história da instituição. Precisamos valorizá-lo, pois formamos, junto com a UnB, a massa crítica atuante do Distrito Federal, e devemos contribuir com o fortalecimento das políticas públicas do país”, declarou.

Para o diretor da FM/UnB, Gustavo Romero, esse marco simboliza oportunidade de ensino, pesquisa e assistência. “O serviço integra o acesso a um tipo de formação aliado à pesquisa, além do privilégio da oferta à população do cuidado qualificado em doenças raras, necessário para trazer a equidade no Sistema Único de Saúde”, afirmou.

O depoimento de todos que participaram da solenidade teve uma característica em comum: o reconhecimento ao pioneirismo da médica Íris Ferrari, que saiu de Ribeirão Preto (SP) para iniciar o serviço no HUB. “Há 30 anos, a Íris permitiu o desenvolvimento da genética médica no DF, que hoje conta com o maior número de geneticistas do país”, disse a presidente da comissão organizadora do evento, a bióloga Juliana Mazzeu.

A responsável atualmente pelo ambulatório no HUB, Mara Córdoba, apresentou uma linha do tempo, com os principais marcos do serviço. “A história do ambulatório se confunde com a formação da Íris, que entrou na UnB como pesquisadora associada sênior e hoje tem o título de professora emérita”, contou.

De acordo com Mara, Íris não fundou apenas o ambulatório, mas implantou o laboratório de genética da UnB, incluiu a disciplina de genética clínica no currículo de medicina, ajudou a construir programas de pós-graduação de mestrado e doutorado e orientou vários trabalhos na área ao longo desses anos. Mesmo com tantas conquistas, a precursora dessa história só tem a agradecer. “Não fiz nada sozinha. Foi um grupo que trabalhou e ainda trabalha para que seja possível essa comemoração hoje. Sempre tive o apoio de todos”, relatou Íris.

O Ambulatório de Genética Médica do HUB
O primeiro atendimento foi realizado no dia 11 de setembro de 1987. Daquela época até setembro deste ano, já foram registrados 9.126 casos no serviço, a maior parte (73%) do DF, seguida de Goiás (17%) e outros estados. O ambulatório atende em média 25 pacientes por semana. São 400 casos novos por ano, a maioria relacionada a deficiências intelectuais.

Hoje, o ambulatório conta com cinco projetos de pesquisa em andamento, financiados por institutos de fomento, que financiam a realização dos exames necessários para a conclusão dos diagnósticos.

Imagens:

Assessoria de Comunicação do HUB