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Hucam destaca medidas de prevenção de infecção hospitalar em seminário

Prevenção

Hucam destaca medidas de prevenção de infecção hospitalar em seminário

O evento será realizado no dia 22 de setembro, no auditório do Elefante Branco, com o tema “Controlando a infecção e sobrevivendo a Sepse”

Reconhecendo a necessidade de prevenir e controlar a sepse, aumentar o acesso em tempo oportuno a diagnóstico e fornecer programas de tratamento adequados, o Hospital Cassiano Antônio Moraes (Hucam) vai oferecer um seminário para os colaboradores sobre o assunto.

O evento será realizado no dia 22 de setembro, no auditório do Elefante Branco, com o tema “Controlando a infecção e sobrevivendo a Sepse”, que será coordenada pela chefe da Divisão Médica do Hucam, Dra. Graça Aparecida Gomes. Ela informou que o evento vai descrever a epidemiologia global e impacto no ônus da doença e identificando abordagens bem sucedidas para integração do diagnóstico da Sepse em tempo oportuno e terapêutica.

O que é Sepse?

Sinônimos: infecção generalizada, septicemia

Sepse, também conhecida como infecção generalizada ou septicemia, é uma condição de emergência de saúde potencialmente fatal. Ela acontece quando um quadro de infecção é agravado, fazendo com que o organismo não consiga controlá-lo.

Quais as consequências?

A infecção pode afetar todo sistema imunológico e dificultar o funcionamento dos órgãos. Em resposta, o organismo provoca mudanças na temperatura, pressão arterial, frequência cardíaca, contagem de células brancas do sangue e respiração.

As formas mais graves de sepse também podem causar uma disfunção de órgãos ou o chamado choque séptico.

Atualmente a sepse é a principal causa de mortes nas unidades de terapia intensiva (UTI). O Brasil tem uma das mais altas taxas de mortalidade do mundo pelo problema - cerca de 55% dos casos, segundo dados do Instituto Latino Americano de Sepse. Estima-se que aproximadamente 400 mil novos casos são diagnosticados por ano e até 240 mil pessoas morrem anualmente.

Quais os fatores de risco?

As condições de saúde mais associadas ao aparecimento de sepse são:

  • Pneumonia
  • Infecção abdominal
  • Infecção renal
  • Infecção da corrente sanguínea (bacteremia)

 

O risco também é maior se o paciente:

  • Faz quimioterapia
  • Está com o estado de saúde geral comprometido, em geral internado em unidade de terapia intensiva (UTI)
  • Tem feridas ou lesões, como queimaduras
  • Esteja utilizando dispositivos invasivos, tais como cateteres intravenosos ou tubos respiratórios.

 

Alguns grupos de pessoas correm mais riscos de sofrer sepse. São eles:

  • Bebês prematuros
  • Crianças com menos de 1 ano
  • Idosos com mais de 65 anos
  • Portadores de doenças crônicas, como insuficiência cardíaca, insuficiência renal e diabetes
  • Usuários de álcool e/ou drogas
  • Portadores de doenças que afetam o sistema imunológico, como HIV positivo.

MAS ATENÇÃO: Qualquer pessoa pode ter sepse.

Sintomas de Sepse

A sepse normalmente acontece quando uma infecção anterior (como uma infecção urinária) se agrava e espalha pelo corpo. Os principais sinais que devem levar o paciente ao hospital são:

  • Febre
  • Taquicardia
  • Frequência cardíaca aumentada
  • Dificuldade para respirar ou frequência respiratória aumentada
  • Pressão arterial baixa (hipotensão)
  • Menor quantidade de urina
  • Alterações neurológicas, que podem ser desde ansiedade e desorientação até confusão mental e perda de consciência.

A infecção generalizada também pode ser agravada, causando a sepse grave ou choque séptico - que acontece quando há disfunção de um ou mais órgãos, acompanhada de uma pressão arterial extremamente baixa, que não volta a normalidade mesmo com a infusão de líquidos (soro).