Notícias Notícias

Voltar

Hucam avança no projeto Ápice On

Inovação no cuidado

Hucam avança no projeto Ápice On

Projeto Aprimoramento e Inovação no Cuidado e Ensino em Obstetrícia e Neonatologia (Ápice On) já implementado no Hucam-Ufes

Profissionais do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes, da Universidade Federal do Espírito Santo (Hucam-Ufes), com a presença da mediadora e representante do Ministério da Saúde, Sheila Cruz e o superintendente, Luiz Alberto Sobral Vieira Júnior , realizaram sexta-feira (9 de fevereiro de 2018) um encontro para apresentação sobre os avanços e desafios do projeto Ápice On, ao qual o Hucam-Ufes aderiu e que tem por objetivo o aprimoramento e inovação no cuidado e ensino em obstetrícia e neonatologia. O Hucam é referência em gravidez de alto risco, e por isso a instituição quer aprimorar o fluxo de assistência para as parturientes e puérperas.

A professora e enfermeira Léia Damasceno de Aguiar, chefe da Divisão de Gestão de Cuidados do Hucam-Ufes, apresentou um levantamento realizado no hospital, onde detectou a fragilidade no fluxo da assistência e os desafios a serem enfrentados na área. Ela destacou a importância de envolver todas os setores envolvidos nesse processo, mas sublinhou os avanços que o hospital teve para a aplicabilidade das plataformas Ápice On.

Durante a reunião, que aconteceu no auditório Rosas Paranhos, Léia Damasceno destacou a importância da vinculação do Hucam com o objetivo do projeto para fortalecer as ações de cuidado de saúde materna e infantil e saúde da mulher.

O chefe da Unidade Materno Infantil, Cleverson Gomes, ressaltou a importância do projeto. “Sem dúvida esse projeto vem para aprimorar a pratica em perinatologia e em toda a atenção à saúde de nossa população. Além disso, o Ápice ON também será importante para valorizar a principal vocação do HUCAM que é o ensino, levando Ainda mais conhecimento aos jovens profissionais que estão se formando ou se especializando”, destacou

O Projeto Ápice On foi desenvolvido pelo Ministério da Saúde tendo a Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) como executora. A iniciativa preconiza a realização de ações de qualificação nas áreas de atenção ao parto, nascimento e abortamento; saúde sexual e saúde reprodutiva e atenção humanizada às mulheres em situação de violência sexual. Além disso, o Projeto tem como objetivo estimular o desenvolvimento de pesquisas de inovação relativas a esses temas. Ele foi lançado em agosto de 2017.

O termo de adesão e compromisso de cooperação foi assinado pelos 96 hospitais participantes, incluindo as unidades filiadas à Ebserh, representadas por seus superintendentes, durante o Seminário Nacional do Projeto Aprimoramento e Inovação no Cuidado e Ensino em Obstetrícia e Neonatologia (Ápice On).

Projeto Ápice On

O projeto Ápice On tem o objetivo de trazer melhorias tanto no cuidado como no ensino em obstetrícia e neonatologia, tendo como base os preceitos da Rede Cegonha.

A Rede Cegonha é uma estratégia do Ministério da Saúde para implementação das boas práticas do parto e nascimento, que teve início em 2011 e que agora ganha uma nova força de impulsão com o Ápice On, que vai atuar justamente na formação dos profissionais que prestam assistência direta à gestante, puérpera e recém-nascido.

“Ele traz um instrumento de trabalho e uma metodologia bastante simples de se entender, que facilita a implementação das ações e mudanças necessárias, dando um ótimo caminho para os gestores e profissionais assistentes dos hospitais que participam dele. O projeto é amplo e engloba, além do parto e nascimento, a atenção a pacientes em situação de abortamento, vítimas de violência sexual, planejamento familiar, dentre outros. Tudo isso aliando ensino e assistência através da gestão participativa”, explica o ginecologista e chefe da Unidade Materno-Infantil do HUMAP-UFMS, Dr. Ricardo dos Santos Gomes.

Fazem parte do projeto 96 hospitais que realizam atividades de ensino - entre Hospitais de Ensino, Universitários e Unidades Auxiliares de Ensino, abrangendo as 27 unidades federadas. O recorte abrange todos os hospitais universitários federais e os hospitais de ensino que realizaram mais de 1.000 partos em 2015 (SIH/2015) e que aderiram à Rede Cegonha e recebem incentivos financeiros de custeio.

Imagens: