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Capacitação promovida pelo NEPS orienta servidores a como agir diante de parada cardiopulmonar

para salvar vidas

Capacitação promovida pelo NEPS orienta servidores a como agir diante de parada cardiopulmonar

Cerca de 150 profissionais do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) – enfermeiros e técnicos de enfermagem – participaram da capacitação transversal promovida pelo Núcleo de Educação Permanente em Saúde (NEPS) sobre reanimação cardiopulmonar, dia 23 de maio, no Auditório Gulerpe..

O médico Sílvio Ribeiro e os técnicos de enfermagem Odair Nunes e Eduardo de Campos se revezaram entre aulas teóricas e práticas para passar conhecimento ao grupo. A base foi o protocolo de Reanimação Cardiopulmonar, disponível na Intranet do hospital.

Estudos apontam que 86% das paradas cardiorrespiratória acontecem no ambiente domésticos, ou seja,  nos lares das pessoas. Por ano, ocorrem cerca de 160 mil mortes súbitas. No ambiente hospitalar – devido à gravidade dos pacientes internados – atendimentos emergenciais de reanimação fazem parte do dia a dia das equipes de saúde.

Em ambos os casos, o atendimento imediato é fundamental para preservar a vida da pessoa vítima da parada cardiorrespiratória. O tempo ideal para começar a atuar é abaixo de quatro minutos.  A reação das pessoas que presenciam um fato como esse tem que ser de, em primeiro lugar, ligar para o socorro e, imediatamente após, iniciar as compressões para reanimação.

Nunca tente colocar a vítima num automóvel para buscar socorro num hospital. Ao tentar isso, a pessoa estará contribuindo para a morte da vítima, uma vez que em 5 minutos, 50% dos indivíduos com parada cardiorrespiratória morrem se não ocorrerem as compressões no peito (centro do Tórax), para irá ajudar a oxigenar o cérebro.

- Quanto mais tempo demorar a iniciar a reanimação, mais chance de sequelas neurológicas – alerta Campos.

Então, se você presenciar uma parada cardiorrespiratória, observe se o ambiente está seguro. Logo após, o passo é ligar para o 192 (SAMU) e chamar ajuda. Enquanto a ajuda profissional não chega, deite a pessoa em uma superfície dura/rígida. É preferível o chão a o colchão. E inicie as compressões. Com as mãos entrelaçadas e os braços estendidos, faça movimentos rápidos e profundos no centro peito da vítima (entre a linha mamilar). Se houver outra pessoa para revezar em casa, o ideal é ir trocando a cada 2 minutos – até a chegada do socorro - para não sobrecarregar ninguém e manter a qualidade das compressões. Faça por dois minutos, pare, reavalie a vítima (não mais que 10 segundos) e prossiga. Fique atento para verificar se as vias aéreas da vítima não estão obstruídas. O ideal é elevar o queixo da vítima trás para desbloquear a via aérea (se não houver trauma ou suspeita, do contrário evite esta movimentação e foque nas compressões).

- No HUSM, no 3º andar, formamos um time de resposta rápida. Já temos a cada plantão a equipe que irá atuar em caso de parada. Cada um dos integrantes recebe um crachá, na chegada do trabalho, com a função que irá exercer. No verso do crachá, tem especificado o papel de cada um. Assim, diante da parada agimos de forma rápida e sem atropelos – explica Nunes.

Em casa ou local público, a compressão será suficiente até a chegada da ajuda especializada. Essa equipe fará – durante o deslocamento para o hospital – a terceira e quarta fase: ventilação e uso do desfibrilador.

A partir do próximo semestre, o NEPS quer oferecer essa capacitação de forma setorial e ainda mais aprofundada.

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