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Comissão Intra-hospitalar do HUSM esclareceu dúvidas da comunidade no dia 27 de setembro

Doação de órgão

Comissão Intra-hospitalar do HUSM esclareceu dúvidas da comunidade no dia 27 de setembro

O dia 27 de setembro é a data que marca o dia nacional de Doação de Órgãos no Brasil. O principal objetivo deste dia é conscientizar a população sobre a importância de ser um doador para ajudar a outras pessoas que precisam de órgão para continuar a luta pela vida.

No Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) a data foi lembrada pela equipe da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), através do contato com a comunidade que circulou pelo hall do hospital.

Neste dia, foram distribuídos folders com informações sobre como é possível tornar-se um doador de órgãos. Mas o trabalho de conscientização sobre a importância da doação de órgãos também foi realizado na semana anterior, durante uma ação em uma escola de Cacequi, na Região Central.

Este ano o HUSM teve três doadores. No Rio Grande do Sul, segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado, há uma fila com 1.303 pessoas a espera por um doador.

Muitas pessoas ainda têm muitas dúvidas, segundo a médica coordenadora CIHDOTT, Luciana Segala:

- Todo órgão doado obedece a uma ordem da lista única do estado. Trabalhamos em conjunto com uma equipe que se desloca de Porto Alegre para realizar a captação. Isso mostra a seriedade do trabalho de transplante. Sendo o nosso hospital referência em transplante de rins no estado.

Confira algumas das principais dúvidas sobre a doações de órgãos esclarecidas pela Organização de Procura de Órgãos e Tecidos (OPO):

Como posso ser doador?

Hoje no Brasil, para ser doador não é necessário deixar nada por escrito, em nenhum documento. Basta comunicar sua família do desejo da doação. A doação de órgãos só acontece após autorização familiar.

 

Que tipos de doador existem?

Doador vivo. Qualquer pessoa saudável que concorde com a doação. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea e parte do pulmão. Pela lei, parentes até quarto grau e cônjuges podem ser doadores; não parentes somente com autorização judicial.

Doador cadáver. São pacientes em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com morte encefálica, geralmente vítimas de traumatismo craniano ou derrame cerebral (AVC). A retirada dos órgãos é realizada em centro cirúrgico como qualquer outra cirurgia.

Quais órgãos e tecidos podem ser obtidos?

Coração, pulmão, fígado, pâncreas, intestino, rim, córnea, veia, ossos e tendão.

Para quem vão os órgãos?

Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, definida pela Central de Transplante da Secretaria de Saúde de cada Estado e controlada pelo Ministério Público.

Como posso ter certeza do diagnóstico de morte encefálica?

Não existe duvida quanto ao diagnóstico. O diagnóstico de morte encefálica é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina. Dois médicos de diferentes áreas examinam o paciente, sempre com a comprovação de um exame complementar.

Após a doação o corpo fica deformado?

Não. A retirada de órgãos é uma cirurgia como qualquer outra e o doador poderá ser velado normalmente.

A Organização de Procura de Órgãos e Tecidos (OPO) tem como objetivo exercer atividade de identificação, manutenção e captação de potenciais doadores para fins de transplantes de órgãos e tecidos, no âmbito de atuação.

Também divulga a política de transplante a fim de conscientizar progressivamente a comunidade sobre sua importância, e tem interação permanente com as áreas potenciais de doação e equipes de transplantes, trabalhando sempre em parceria com a Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT).

 

Texto e foto: Michele Pereira, acadêmica do Curso de Jornalismo da UFSM e bolsista da Unidade de Comunicação do HUSM.