Notícias Notícias

Voltar

Campanha para o uso racional do celular no HUSM foi lançada na III Semana Integrada de Segurança do Paciente

melhorias na rotina hospitalar

Campanha para o uso racional do celular no HUSM foi lançada na III Semana Integrada de Segurança do Paciente

Dados divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informam que o Brasil registrou 236,2 milhões de linhas móveis em operação em janeiro de 2018. O país tem 116,5 linhas habilitadas para cada grupo de 100 pessoas.

No Hospital Universitário de Santa Maria, trabalham cerca de 2 mil pessoas. O hospital oferece 403 leitos para internação e, cada paciente, tem direito a um acompanhante. Uma conta rápida nos levaria a constatar 3 mil aparelhos de celulares recebem e enviando mensagens, fazendo e recebendo ligações, diariamente, no hospital. Sem contar os aparelhos dos pacientes que chegam todos os dias para realizar consultas e exames. Uma sinfonia que, além de não ser bem-vinda, compromete a segurança do ambiente hospitalar.

Pensando em preservar a saúde do paciente e dos profissionais, o HUSM decidiu regrar essa convivência tecnológica. O Setor de Vigilância em Saúde e Segurança do Paciente e a Unidade de Comunicação elaboraram uma campanha para sensibilizar trabalhadores, residentes, acadêmicos, pacientes e acompanhantes sobre o uso correto do celular e como higienizá-lo.

- O uso excessivo do celular no ambiente hospitalar pode colocar em risco a reabilitação e segurança do paciente, além de interferir na assistência dada pelo profissional da saúde – explicou Noeli Larderdhal, enfermeira e coordenadora da III Semana Integrada de Segurança do Paciente.

A campanha educativa foi lançada durante o evento – que ocorreu de 04 a 06 de abril. A maior preocupação era com a contaminação cruzada, pois o celular pode carregar bactérias, se não for bem limpo, e é passível de transmitir infecções. Prova disso foi uma pesquisa de 2015, que realizou a avaliação microbiana dos aparelhos celulares de profissionais do Bloco Cirúrgico em um hospital beneficente de Recife. Dos 50 aparelhos celulares avaliados, 88% (44) estavam colonizados.

Além da contaminação, o barulho resultante do uso excessivo inviabiliza o devido repouso e, portanto, interfere na reabilitação do paciente. Outra situação que preocupa é que o uso indevido do aparelho celular pode afetar a produtividade do profissional no ambiente hospitalar. O atendimento a uma ligação pode causar distração e induzir a um diagnóstico errado ou tratamento equivocado.

Para reduzir ou evitar esses riscos, a campanha orienta que se o aparelho estiver ligado, ele deve ficar no modo silencioso ou vibracall. A ligação só deve ser atendida, no caso do paciente, se ele não estiver realizando procedimento e, no caso do profissional, se ele não tiver prestando esse atendimento. No segundo caso, sempre que possível, o profissional deve sair para o corredor. E atenção: ambos devem higienizar as mãos, após atender as chamadas.

A limpeza correta do aparelho é fundamental: a capinha teve ser submersa em uma mistura de água e detergente líquido. O aparelho deve ser higienizado com um pano e álcool 70%, uma vez ao dia.

Os dois cartazes da campanha foram criados pelos profissionais do Núcleo de Tecnologia em Educação, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a quem o HUSM agradece a dedicação e o profissionalismo.  As peças gráficas chamam a atenção porque fazem o usuário refletir sobre suas práticas. Nas duas peças, no lugar do aparelho celular, a pessoa está segurando um sapato.

Isso porque pesquisas apontam que a sola do sapato é mais limpa que o telefone. A provocação foi para pensarmos o fato de que temos nojo de colocar um sapato junto ao rosto, sobre a mesa, ao lado do travesseiro, mas fazemos isso com o celular, que está muito mais comprometido. Ciente desse fato, o Setor de Vigilância em Saúde e Segurança do Paciente (SVSSP) montou, na entrada do hospital, uma mesa bem-posta – com prato, talher e copo – e junto, posicionou um sapato (veja foto). Todos que passavam, paravam para olhar a cena inusitada. Nesse momento, a campanha era apresentada pela enfermeira Noeli e sua equipe.

Cerca de 360 pessoas participaram da III Semana integrada de Segurança do Paciente – promovida pelo Setor de Vigilância em Saúde e Segurança do Paciente (SVSSP) junto com a 4ª Coordenadoria Regional de Saúde e a Rebraensp – Núcleo Santa Maria. O evento debateu temáticas importantes, dentro da campanha nacional “Abril pela Segurança do Paciente”, da qual participaram os 39 hospitais da Rede Ebserh. O HUSM teve um motivo a mais para comemorar porque estava completando 5 anos da implantação do Programa Nacional de Segurança do Paciente no hospital.

- Juntos, queremos refletir sobre os desafios enfrentados para implementar práticas cada vez mais seguras. Conversando sobre as nossas fragilidades, estaremos demonstrando crescimento e discutindo nossas oportunidades de melhoria – disse a coordenadora do evento.

- Nosso maior desejo é que a partir desse encontro, onde a gente vai renovar conhecimento, que cada um, no seu local de trabalho, faça o seu papel. Com isso, é o paciente que vai receber o cuidado adequado. – afirma Tânia Managno, chefe do Setor de Vigilância em Saúde e Segurança do Paciente.

Durante o evento foram abordados assuntos como: a apresentação do protocolo de segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos (lançado em março), a interação medicamentosa e eventos adversos a medicamentos, bem como o panorama das vistorias e condutas dos municípios da 4ª CRS. A II Semana  finalizou com a palestra sobre a simulação realística como uma importante ferramenta para segurança do paciente.

O farmacêutico da Universidade de Minas Gerais, Adriano Max Moreira Reis, foi o convidado externo do ISNP – Instituto para práticas seguras no uso de medicamentos – e falou sobre o desafio global para segurança do paciente e medicação sem danos.

 

 

Imagens: