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HUSM faz parte do Comitê que pede abertura do Hospital Regional

pelo atendimento 100% SUS

HUSM faz parte do Comitê que pede abertura do Hospital Regional

Desde o início da obra para construção do Hospital Regional, em 2010, até a sua conclusão em 2016, a população da Região Central viveu a expectativa de novas vagas para atendimento de saúde. Apesar dos R$ 45 milhões investidos, até agora nenhum atendimento foi feito no complexo hospitalar, que continua fechado e, segundo o Estado, já clama por reformas sem ao menos ter sido inaugurado.

Enquanto isso, o Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) – único da Região a oferecer atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – atende além das suas capacidades. Para dar um basta a essa situação, o vice-presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Valdeci Oliveira, mobilizou Entidades, autoridades, lideranças, políticos e representantes da comunidade e criou o Comitê Pró-Abertura Hospital Regional 100% SUS. O HUSM foi uma das entidades convidadas para integrar o Comitê e compareceu ao encontro, na última segunda-feira (3), realizado na Câmara de Vereadores de Santa Maria.

- O objetivo desse comitê é apresentar e trabalhar por uma alternativa. Qual? Ainda estamos discutindo. Mas não dá para ignorar o fato de que se tem um termo de cooperação técnica entre UFSM e Governo do Estado, publicado em Diário Oficial, que ainda vigora – afirmou Soeli Guerra, Gerente de Atenção à Saúde do HUSM.

Dentre as ações imediatas do Comitê está cobrar do Estado o chamado Plano Operacional de Gestão – que definirá o perfil de atendimento assistencial a ser oferecido pelo Hospital Regional -, resultado da contratação do Hospital Sírio Libanês, de São Paulo, que recebeu cerca de R$ 5,9 milhões para elaborar o documento e, até a semana passada, ainda não tinha enviado à Secretaria Estadual de Saúde.

Soeli relembra que nos anos de 2013 e 2014, o HUSM participou do grupo técnico da Secretaria Estadual de Saúde para elaboração da Proposta Assistencial, construída a partir das demandas da Região Central.  E, desde então o perfil epidemiológico da região não mudou. É essa Proposta Assistencial que define e quantifica os atendimentos por especialidades médicas, os fluxos, os procedimentos a serem realizados no Regional. Ela também faz uma previsão do que isso geraria de incremento na Receita. Ao contrário do que pretende o Estado – 80% SUS e 20% convênios – a Proposta Assistencial, construída à época, prevê atendimento integral pelo SUS.

- Nunca foi cogitado pelo grupo técnico que elaborou a Proposta Assistencial que o Regional não seria 100% SUS, porque estamos falando de um hospital construído 100% com recurso público. E também porque a demanda SUS só tem aumentado -  garante a gerente.

O próximo passo do Comitê será uma visita ao prefeito de Santa Maria, Jorge Pozzobom – já que ele não compareceu ao encontro – para convidá-lo a se inserir na luta pela abertura do Hospital Regional. Após, o Comitê fará uma visita in loco a obra, para verificar a real condição.

- Além de dar um basta a essa angústia da população, que espera em filas, significaria a abertura de novos postos de trabalho. Para isso, o Estado precisa decidir a quem caberá a gestão do Regional e buscar recurso para equipá-lo.