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Profissionais de dois hospitais da Rede Ebserh estiveram no HUSM para troca de experiência e melhoria na atenção ao paciente

atendimento qualificado

Profissionais de dois hospitais da Rede Ebserh estiveram no HUSM para troca de experiência e melhoria na atenção ao paciente

Sotaques diferentes, mas com um objetivo em comum: qualificar a assistência pública de saúde e diminuir o tempo de internação do paciente no hospital. Durante dois dias – 03 e 04 de outubro – 20 servidores e empregados públicos de dois hospitais, um de Cuiabá (MT) e outro de Petrolina (PE) –  filiados à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) – estiveram no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). O grupo veio conhecer a rotina assistencial, com foco no Modelo de Gestão de Oferta desenvolvido pela instituição em parceria com consultores da Catalunha (Espanha).

_ Esse projeto prevê a transferência de tecnologias e de conhecimento, primeiramente, com esses dois hospitais. No futuro, eles serão multiplicadores com mais outros dois hospitais até alcançar toda rede hospitalar da Ebserh e, com isso, qualificar nossa gestão, nosso ensino e nossa pesquisa – afirma Elaine Resener, superintendente do HUSM, na abertura do evento.

O reitor da Universidade Federal de Santa Maria, Paulo Afonso Burmann, deu as boas-vindas aos hospitais visitantes. Recordou os cortes de repasses públicos que os hospitais vêm sofrendo do Estado e em nível Federal.

- Não é nenhum exagero disser que essa faz um esforço para dar conta da demanda. Basta uma rápida cruzada pelo Pronto-Socorro e pelos andares. Essa super demanda é visível em todos os espaços do nosso Hospital Universitário. Desejamos que esses dois dias sejam de muita troca, de muita integração – afirmou o reitor.

Uma equipe do HUSM – formada pela superintendente, gerente de Atenção á Saúde, chefe da Regulação e o líder do projeto - já havia visitado os hospitais de Cuiabá e Petrolina, no mês de setembro e outubro respectivamente, para sensibilizar os gestores sobre a importância das mudanças a serem implantadas.

Durante a capacitação no HUSM os grupos fizeram imersão de um dia e meio nos serviços para acompanhar como cada um deles funciona. A partir de novembro, os dois hospitais irão enviar um questionário respondido para o diagnóstico da capacidade instalada: que tipo de atendimento presta, número de leitos, equipes etc...

A partir de dezembro, as visitas serão retomadas para a elaboração do plano de trabalho dos hospitais.

- As visitas visam auxiliar na elaboração de estratégias, frente à realidade de cada hospital. O que se busca inverter? Hoje, o paciente circula muito na instituição em busca de marcação de consulta, exame, etc.. O que queremos? Que o paciente seja o centro da assistência e a instituição circule em volta dele, se organize para atender as necessidades dele. Isso vai reduzir a mobilidade do paciente. Os municípios também terão ganho com isso, porque eles vão precisar transportar bem menos vezes o mesmo paciente para resolver seu problema – acredita Soeli Guerra, Gerente de Atenção à Saúde.

Entre os objetivos estão: diminuir a lista de espera cirúrgica, planejar o atendimento ambulatorial em blocos, implantar a consulta por telefone e o painel de gestão de leitos e diminuir o temo de permanência dos pacientes no hospital.

Os superintendentes dos hospitais visitantes elogiaram a iniciativa da Ebserh e a receptividade dos HUSM.

- Quanto mais oportunidades os hospitais federais tiverem de interação e troca de experiência, de conversar sobre as dificuldades e também sobre as boas práticas que são implantadas, melhor. Por isso a gente acredita tanto na Ebserh, por nos proporcionar momentos como esse. Tudo isso irá fazer com que o processo de ‘deshospiltalização’ seja mais rápido e eficaz. –  acredita Ronaldo Mendes,  Superintendente do Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco.

- Nós que vivemos uma realidade de periferia em relação ao centro do país, em relação a tomada de decisões, vivemos uma série de problemas que Santa Maria vivenciou e conseguiu resolver. Essa troca de experiência vai humanizar nosso atendimento, vai melhorar a qualidade de ensino, e com isso vai haver formação de pessoas capacitadas e que conheçam a realidade do nosso país. Além de tudo isso, quando se organiza a estrutura intrahospitalar, melhora o gerenciamento dos recursos – afirma Hildelvando Fortes, superintendente do Hospital Universitário Júlio Muller, da Universidade Federal do Mato Grosso.

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