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Blocos Cirúrgicos do HUWC e da MEAC recebem Painéis Cirurgia Segura

SEGURANÇA DO PACIENTE

Blocos Cirúrgicos do HUWC e da MEAC recebem Painéis Cirurgia Segura

São 14 quadros em vidro – nas oito salas cirúrgicas do HUWC e nas seis da MEAC

As salas cirúrgicas do Hospital Universitário Walter Cantídio e da Maternidade-Escola Assis Chateaubriand já contam com um importante reforço na prática diária da segurança do paciente: os Painéis Cirurgia Segura. São 14 quadros em vidro – nas oito salas cirúrgicas do HUWC e nas seis da MEAC – fixados nas paredes por prolongadores de aço e que apresentam um completo checklist a ser feito em todas as fases da cirurgia segura (pré-indução, pré-incisão e pós-cirúrgica).

A entrega dos painéis aos Hospitais Universitários da UFC representa mais uma fase concluída com sucesso do projeto “Avaliação e Organização de uma Cultura de Segurança para Implementação Efetiva do Protocolo Cirurgia Segura Salva Vidas em Hospitais da Rede Pública de Fortaleza”, da professora da Faculdade de Medicina da UFC e gerente de Atenção à Saúde do Hospital Universitário Walter Cantídio, Profa. Dra. Josenília Maria Alves Gomes. O projeto foi aprovado no Programa Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS), na Chamada 07/2013.

Desde março de 2016, a Cultura de Segurança dos HUs vem sendo avaliada pelo projeto coordenado pela Dra. Josenília. A avaliação iniciou paralelamente no Bloco Cirúrgico dos dois hospitais. A pesquisa de cultura de segurança do paciente incluiu as equipes assistencial e administrativa e foi seguida da realização de intervenções educativas, utilizando metodologia ativa de ensino-aprendizagem, dirigida aos profissionais das instituições. Cada funcionário participou de quatro módulos nos quais foram discutidos assuntos como segurança do paciente, objetivos da cirurgia segura, lista de verificação cirúrgica e indicadores.

Humanização na assistência

Vale ressaltar, ainda, que, desde 2014, está implantado o Protocolo de Segurança da Assistência Cirúrgica e institucionalizada a aplicação da lista de verificação cirúrgica no hospital e na maternidade. Para a Dra. Eugenie Néri, chefe do Setor de Vigilância em Saúde e Segurança do Paciente da MEAC, “o projeto tem contribuído para importantes avanços na qualidade da assistência prestada na Maternidade, tornando-a cada dia mais segura e humanizada, além de possibilitar maior envolvimento dos profissionais do Centro Cirúrgico na identificação e na implementação de oportunidades de melhoria”.

Embora os erros que ocorrem nos procedimentos cirúrgicos não sejam frequentes, podem ser catastróficos quando ocorrem, na avaliação da Dra. Mônica Façanha, chefe do Setor de Vigilância em Saúde e Segurança do Paciente do HUWC. “Sendo assim, investir em cada etapa que possa representar um momento de insegurança é essencial, por exemplo, verificar se aquele é o paciente correto, se o lado que será operado é mesmo aquele que está marcado, contar todo o material ao final da cirurgia para se certificar de que nada foi deixado. O quadro vai contribuir para o compartilhamento da informação de cada etapa que já foi cumprida de forma segura e fortalecerá a confiança de que o procedimento cirúrgico transcorreu dentro dos mais altos padrões de qualidade”, acrescentou.

Treinamento

No dia 13 de janeiro, houve treinamento dos profissionais do Centro Cirúrgico do Hospital Universitário Walter Cantídio quanto ao correto preenchimento dos quadros. “O treinamento da equipe multidisciplinar favoreceu a compreensão das etapas de segurança cirúrgica, enfatizando a prevenção de danos associados à assistência perioperatória e a importância do trabalho interdisciplinar em busca do controle de riscos e do atendimento de qualidade para o usuário do serviço”, disse a chefe do Bloco Cirúrgico do HUWC, Enfermeira Joseana Falcão. Treinamento semelhante está agendado para ocorrer na Maternidade-Escola no dia 10 de fevereiro.

Segundo a Enfermeira Paula Daiane, chefe do Centro Cirúrgico da MEAC, após a chegada dos quadros de Cirurgia Segura, as perspectivas de excelência na assistência só aumentaram. “Com a nova ferramenta, pudemos ter uma maior participação da equipe multiprofissional no intraoperatório. A localização do quadro permite uma visualização dos pontos críticos na assistência, fazendo com que essas questões sejam repensadas em qualquer momento durante a cirurgia”, pontuou. Nos procedimentos mais prolongados, destacou a enfermeira, é possível compartilhar a informação de todo o material aberto (número de compressas, instrumental, perfuro-cortantes etc), situação essa que facilita a passagem de plantão durante as trocas de profissionais.

Benefícios

Para o médico ginecologista João Marcos Meneses, o quadro cirúrgico funciona como uma espécie de checklist, o que possibilita ter um controle melhor do que está acontecendo, das etapas do procedimento e do tempo gasto em cada uma. “Gosto até de tirar uma foto do quadro após a cirurgia, para guardar em meu arquivo pessoal, e, no futuro, checar as informações daquela cirurgia, qual era o paciente e a equipe com a qual estava operando. Achei a iniciativa fantástica”, ressaltou. Na opinião do médico oftalmologista Ricardo Marrocos, “os quadros cirúrgicos proporcionam mais clareza às cirurgias, pois permitem saber o que está acontecendo, os componentes utilizados, se os procedimentos necessários estão sendo realizados e também verificar o tempo que durou a cirurgia”.

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