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Hospitais universitários federais ajudam casais a realizar sonho de ter filhos

Rede Ebserh

Hospitais universitários federais ajudam casais a realizar sonho de ter filhos

Unidades em Natal, Belo Horizonte e Goiânia são referência no país em reprodução assistida

Brasília (DF) – Ter filhos parecia impossível para Elisângela Cabral. Aos 31 anos, ela descobriu um fator tubário que a tornava infértil e diminuía a probabilidade de uma gestação. A opção foi partir para a “fertilização in vitro” (FIV). Após uma tentativa sem sucesso pela rede particular, a hoje paciente da Maternidade Escola Januário (Mejc), em Natal, conseguiu realizar seu sonho em dose dupla. Aos 37 anos, “Elis” está grávida de gêmeos.

“Para nós foi uma alegria muito grande, o nosso presente veio em dobro. Estou muito contente com todo o atendimento recebido e com a possibilidade de ser mãe”, diz a paciente, que está prestes a dar à luz a Miguel e a Gabriel.

A Mejc, que é uma filial da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), foi o primeiro Centro de Reprodução Assistida das regiões Norte e Nordeste a ofertar o serviço gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em 2013.

O local oferece toda a assistência médica, psicológica e multidisciplinar de enfermeiros e assistentes sociais aos casais que entram no programa. Referência nesse tipo de atendimento, o centro chega a realizar, por ano, cerca de 4 mil consultas e, só em 2016, foram realizados 221 procedimentos. O primeiro passo que um casal com dificuldade de engravidar deve tomar é marcar uma consulta em qualquer posto de saúde.

“Os casais passam pela consulta médica onde se investiga todos os fatores relacionados à infertilidade. É importante a avaliação como um todo que possa implicar no prognóstico do tratamento ou na saúde do futuro bebê”, comenta Mychelle Garcia, especialista em reprodução assistida e coordenadora do centro.

O presidente da Ebserh, Kleber Morais, ressalta que os atendimentos beneficiam uma parcela da população que dificilmente teria acesso ao tratamento e, consequentemente, à realização do sonho. “Grande parte das pessoas atendidas não teria condições de realizar todo o tratamento em instituições particulares. É gratificante poder ajudar pessoas para que elas possam construir famílias e dar continuidade às suas gerações por meio do SUS”, destacou.

Atendimento em Goiás e Minas

Em Goiânia, no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, o Laboratório de Reprodução Humana do HC (LabRep) é um projeto de extensão e de pesquisa, cujo objetivo é oferecer tratamento a pacientes e, ao mesmo tempo, desenvolver pesquisas nas áreas de infertilidade e reprodução assistida. O serviço é realizado por grupos de 20 a 40 casais. A cada mês, inicia-se um novo grupo. Os pacientes são encaminhados pela Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia.

Já em Belo Horizonte, o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG) é o único hospital público a oferecer esse tipo de serviço. O HC realiza, em média, 200 inseminações artificiais e 200 fertilizações in vitro (FIV) por ano. Desde a criação do Laboratório de Reprodução Humana, em 1988, já foram realizados cerca de 11 mil procedimentos. Entre eles, o do casal Genésia Zacarias e Washington Luis. Eles descobriram que teriam dificuldade para engravidar há dez anos, quando, em uma consulta de rotina, Genésia soube que estava com uma das trompas obstruídas. “Minha esposa procurou o posto de saúde, de onde foi encaminhada para a cirurgia. Os médicos disseram que ela teria 100% de chance de engravidar, mas como o procedimento foi sem sucesso, isso não aconteceu”, lembra Washington.

O Plano B foi encaminhar o casal para o HC-UFMG, onde Genésia passou por todas as etapas até conseguir engravidar. Um ano depois, ela se emocionou ao lembrar de todo o processo. “Foram dois anos e seis meses de espera. Iniciamos o tratamento e eu engravidei na primeira tentativa. Era um sonho ser mãe. Eu não tenho nem palavras para agradecer. Fiquei muitos anos vindo aqui em busca desse sonho, e voltar com o meu filho nos braços não tem preço”, afirma.

Sobre a Ebserh

Estatal vinculada ao Ministério da Educação, a Ebserh administra atualmente 39 hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.

O órgão, criado em dezembro de 2011, também é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações nas 50 unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.

Coordenadoria de Comunicação Social da Ebserh