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Gestantes e mães internadas no Hospital Universitário de Brasília participam de oficinas

Projeto Polvo

Gestantes e mães internadas no Hospital Universitário de Brasília participam de oficinas

Trabalho traz melhorias para as participantes, que chegam a ficar até sete meses no HUB

Brasília (DF) – Na ponta dos dedos, a linha e a agulha representam mais do que a oportunidade de aprender a bordar. Cada ponto leva à renovação da esperança diante de uma situação difícil. Esse é o propósito do Projeto Polvo, realizado toda quarta-feira com as pacientes e acompanhantes da Unidade Materno-infantil do Hospital Universitário de Brasília da Universidade de Brasília (HUB-UnB), filiado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

O projeto consiste na produção de polvos feitos de lã, com tentáculos em espiral, realizado com o apoio de voluntários, que ensinam a técnica e doam materiais. Na última quarta-feira (6), quem ajudou foi a Márcia Elizabeth Moreira, coordenadora do Polvo de Amor, grupo desenvolvido na Feira da Torre de TV de Brasília. “Nas oficinas, levamos humanização ao hospital e ensinamos a ter esperança”, afirma. Ela também doou polvos e toucas de crochê às crianças da pediatria e às mamães da maternidade.

De acordo com a coordenadora da iniciativa, a terapeuta ocupacional Monique Dias, o trabalho traz melhorias para as gestantes e mães internadas, que chegam a ficar até sete meses no hospital. “As evidências mostram que a atividade ajuda a diminuir o impacto da hospitalização e aumentar o vínculo da mãe com o filho”, explica.

Enquanto a gestante Ana Solledade aguarda o nascimento da filha Alessandra nas próximas semanas, ela aproveita para desenvolver as habilidades manuais. “É bom demais. Podemos fazer amizade e conhecer pessoas diferentes”, conta ela, que já fez três polvos e aproveitou para doar a outras pacientes.

Para a confecção, são usadas linhas 100% de algodão e fibras de silicone para o enchimento. As medidas seguem a recomendação do projeto original, que começou na Dinamarca. Depois de pronto, o polvo passa por esterilização no próprio hospital. As mães podem levar para casa, doar para outras pacientes ou deixar com os bebês em situação clínica estável, internados na Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais (Ucin).

O Projeto Polvo, que iniciou dia 1º de setembro, já teve a participação de 26 pessoas em apenas dois encontros. Internada há quase 20 dias porque o filho recém-nascido está na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, Érika Alves de Souza tem aproveitado as aulas. “A gente tenta amenizar a dificuldade. É bom porque saímos da rotina”, afirma. A companheira de quarto, Marlene Nogueira, que teve gêmeos, também participa dos grupos. “Ajuda a distrair e a passar o tempo mais rápido”.

Sobre a Ebserh

Desde janeiro de 2013, o HUB-UnB é filiado à Ebserh, estatal vinculada ao Ministério da Educação, que administra atualmente 39 hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.

O órgão, criado em dezembro de 2011, também é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações nas 50 unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.

Imagens:

Com Informações do HUB-UnB