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Pesquisa sobre o câncer avança com o Biobanco de Tumores

Estudo

Pesquisa sobre o câncer avança com o Biobanco de Tumores

HU-UFMA desenvolve estudos sobre os tipos da doença que mais atingem a população maranhense

São Luís (MA) - O Brasil é marcado pela diversidade, entre outros aspectos, por conta das características genéticas de sua população devido a miscigenação de raças. Em razão disso, pesquisas específicas precisam ser realizadas para que diagnósticos e tratamentos de certos tipos de doenças possam ser mais eficazes. Entre elas, o câncer. É exatamente esse o trabalho que o Biobanco de Tumores e DNA do Maranhão (BTMA), ligado ao Hospital Universitário da Universidade Federal Maranhão (HU-UFMA), desenvolve ao longo dos seus quase sete anos de funcionamento. 

O fragmento do tumor de um paciente retirado durante uma cirurgia representa um material valiosíssimo para a pesquisa, se for direcionado a um Biobanco, onde receberá os cuidados necessários para conservar a amostra, que ficará disponível aos pesquisadores para estudos futuros por tempo indeterminado.  Esse, inclusive, é um detalhe importante que diferencia Biobanco de Biorrepositório, pois este último tem um prazo máximo de armazenamento de dez anos e é relacionado a uma pesquisa especifica de responsabilidade de um só pesquisador. Já o Biobanco fica disponível para pesquisadores de todas as instituições, desde que atendam os critérios éticos exigidos no regulamento.

As amostras são concedidas por pacientes assistidos no HU-UFMA, hospital vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, e de outras instituições. No BTMA são guardadas amostras dos tipos de câncer que mais atingem a população maranhense, por meio da captação de fragmentos de tecido tumoral, tecido sadio e líquidos biológicos. Entre eles, podem ser encontrados os de pênis, colo de útero, vagina, reto, canal anal, cavidade oral. Há também fragmentos do tumor do câncer de mama e, em breve, o de câncer de próstata.

Desenvolvimento

A gerente de Ensino e Pesquisa do HU-UFMA, Rita Frazão, reforça a importância da investigação cientifica no benefício para a população. “O Biobanco proporciona à área da saúde um campo vasto para pesquisa resultando em uma contribuição expressiva nas ações de prevenção, controle e tratamento. É com essa perspectiva que a gestão se empenha em apoiar o desenvolvimento das atividades científicas no Biobanco”, assegura.

A coordenadora do BTMA, Luciane Brito, enfatiza que o Biobanco representa um grande avanço nas pesquisas, por disponibilizar uma biblioteca de amostras biológicas de variados tipos de câncer, armazenados criteriosamente, uma vez que o local possui equipamentos de ponta.

O Biobanco mantém parcerias com pesquisadores locais, nacionais e internacionais, a exemplo, da Universidade do Porto e do Instituto de Oncologia de Portugal, da Universidade Estadual de Campinas e do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Luciane Brito destaca esse intercâmbio como fundamental e enfatiza que a troca enriquece a pesquisa. “Eles podem ter acesso ao nosso banco e vice-versa e assim, vamos somando esforços para investigar o câncer”, argumenta.

Sobre a Ebserh

Desde janeiro de 2013, o HU-UFMA é filiado à Ebserh, estatal vinculada ao Ministério da Educação, que administra atualmente 39 hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.

O órgão, criado em dezembro de 2011, também é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações nas 50 unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.

Com informações do HU-UFMA